Na última terça-feira (27), o Governo de Minas Gerais divulgou um conjunto de iniciativas para o Carnaval de 2026, que deve abranger aproximadamente 450 municípios. As autoridades esperam atrair cerca de 14,9 milhões de foliões e injetar R$ 5,75 bilhões na economia local.
A secretária de Cultura do estado, Bárbara Botega, enfatizou que as ações propostas são adaptadas às particularidades de cada localidade. Ela ressaltou que as celebrações de Carnaval devem refletir a identidade única de cada cidade.
“Estamos implementando diversas estratégias que se comunicam de maneira distinta em cada município, respeitando a identidade e o objetivo que cada cidade definiu. Por exemplo, São João del-Rei optou por um Carnaval de foco cultural; Tiradentes está se orientando para um modelo mais familiar; enquanto Diamantina busca um Carnaval com um número maior de foliões, priorizando a festividade”, detalhou.
Para garantir a segurança dos participantes, o governo apresentou os planos das forças de segurança. O coronel Frederico Otoni, comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, anunciou a implementação da “cabine rosa”.
“Estamos estabelecendo o que chamamos de cabine rosa, destinada ao atendimento rápido e humanizado das vítimas de importunação sexual. Policiais femininas estão sendo treinadas para acolher essas vítimas durante o Carnaval, proporcionando uma resposta mais eficiente à sociedade”, afirmou.
No que diz respeito à segurança pública, o governo informou que tomará medidas para restringir a concessão de saídas temporárias de presos durante o Carnaval. De acordo com Rogério Greco, secretário de Justiça e Segurança Pública, esse período não é apropriado para tais benefícios.
“Quando um preso solicita a saída temporária, é para convívio familiar. No entanto, o Carnaval, com suas festividades e consumo de álcool, não é um momento adequado para esse tipo de liberação”, declarou.