Após sete anos do colapso da barragem em Brumadinho, que fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) anunciou o encerramento das buscas por corpos e restos mortais na área afetada pelo deslizamento de rejeitos.
De acordo com informações divulgadas pelo CBMMG ao portal g1, mais de 10 milhões de metros cúbicos de resíduos de mineração foram inspecionados, resultando na recuperação de 268 corpos. Até o momento, duas pessoas, ambas funcionárias da Vale, empresa responsável pela barragem, permanecem desaparecidas. Nathalia de Oliveira Porto Araújo, que tinha 25 anos na época do desastre e era estagiária na Vale há apenas quatro meses, e Tiago Tadeu Mendes da Silva, um engenheiro mecânico recém-formado que estava na mina há menos de 20 dias, são os nomes que ainda não foram localizados.
Os bombeiros afirmaram que todos os rejeitos foram minuciosamente verificados. Essa operação mobilizou mais de 5 mil militares, além de uma vasta equipe de cães farejadores, máquinas pesadas e drones que auxiliaram nas buscas por sobreviventes e corpos.
No ano passado, Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos e natural de São Paulo, foi identificada como a 268ª vítima encontrada; ela estava em Brumadinho a passeio quando ocorreu o desastre. A ação em Brumadinho é considerada a maior operação de busca da história do Brasil, embora as atividades relacionadas à localização de corpos e restos mortais tenham sido concluídas.
A Polícia Civil de Minas Gerais continua a investigar fragmentos humanos encontrados na área dos destroços, mas não foi divulgado o número exato de materiais que ainda precisam ser analisados; os trabalhos de identificação seguem em andamento. Das 270 vítimas do incidente, duas ainda estão desaparecidas.