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Lula critica proposta de Trump para uma ‘nova ONU’ e aborda a situação na Venezuela

Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a manifestar sua desaprovação em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (23). Ele afirmou que o líder norte-americano está propondo a criação de uma espécie de “nova ONU”, que estaria sob sua liderança, em referência ao Conselho da Paz anunciado por Trump na quinta-feira (22).

As declarações foram feitas durante o encerramento do encontro nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, Bahia. Lula afirmou: “A carta da ONU está sendo desrespeitada e, em vez de buscarmos uma reforma que permita a inclusão de novos países, como México, Brasil e nações africanas, o que vemos é o presidente Trump sugerindo a criação de uma nova ONU da qual ele seria o único responsável”.

Em seu discurso, Lula ressaltou que o mundo enfrenta um período crítico, caracterizado pela prevalência da “lei do mais forte” e pelo enfraquecimento das instituições internacionais. Ele citou a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e expressou sua indignação com a ação contra o ditador Nicolás Maduro. “Como pode haver desrespeito à integridade territorial de um país? Isso não é aceitável na América do Sul. Nossa região é um espaço de paz. Não desejamos guerra, não possuímos armas, mas temos caráter e dignidade, e não nos curvaremos a ninguém”, enfatizou o presidente.

Lula também mencionou que está em contato com líderes internacionais, incluindo Vladimir Putin, da Rússia; Xi Jinping, da China; Narendra Modi, da Índia; e Claudia Sheinbaum, do México, com o intuito de conter o avanço do unilateralismo. Seu objetivo é promover uma solução coletiva que preserve o multilateralismo e evite a escalada de conflitos.

O presidente reiterou que o Brasil não se submeterá a alinhamentos automáticos e busca manter relações com diversos países, sem se tornar subserviente. “O Brasil não tem preferências em suas relações. Desejamos interagir com Estados Unidos, Cuba, China, Índia e Rússia. O que não aceitaremos é voltar a ser uma colônia, permitindo que alguém nos dite o que fazer”, concluiu.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade