Nesta segunda-feira (12), integrantes do GEPAR 4, do 22º Batalhão da Polícia Militar, prenderam Madson Gonçalves Ferreira, considerado o principal responsável pela organização criminosa denominada “Curva do Swing”. A captura ocorreu no Beco M, localizado no Morro do Papagaio, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Madson era visto como um alvo prioritário pelas forças de segurança, que tinham um mandado de prisão preventiva contra ele por homicídio. De acordo com a Polícia Militar, ele exercia uma função de liderança estratégica, orquestrando o tráfico de drogas e os confrontos armados no Aglomerado Santa Lúcia, evitando atuar diretamente para não ser facilmente identificado.
As investigações indicam que Madson assumiu o controle total da “Curva do Swing” após o assassinato de seu irmão, Marcelo Gonçalves Pimenta, em 2023, em meio à disputa por domínios territoriais. Sob sua direção, a gangue envolveu-se em conflitos intensos com facções rivais conhecidas como “Rua H”, “Setor 13” e “dos Ratos”.
O Tenente Gonçalves, do GEPAR 4, destacou que a prisão foi desafiadora devido ao esquema de segurança montado pelo suspeito. “Com o mandado de prisão em aberto, ele frequentemente estava sob escolta, o que dificultava nossa aproximação e captura”, explicou.
Essa não é a primeira vez que Madson se depara com o sistema judiciário. Em abril do ano passado, ele foi detido no estacionamento de um supermercado, mas liberado logo em seguida. Ele é indiciado por um homicídio ocorrido em 24 de abril de 2024, no qual inicialmente tentou se passar por testemunha. Seu histórico criminal inclui passagens por tráfico de drogas em 2016 e porte ilegal de munições.
Durante a prisão, Madson mostrou-se revoltado e negou qualquer ligação com o crime organizado. Em entrevista, ele se apresentou como trabalhador e refutou sua participação na morte do irmão ou nas disputas entre facções. “Não tenho nada a ver com a morte do meu irmão, eu trabalhava como motoboy. Nunca estive em guerra, trabalho próximo ao morro”, declarou o suspeito.
Para a liderança do 22º BPM, a prisão de Madson representa um “duro golpe” na estrutura da criminalidade na região. A polícia acredita que sua detenção resultará em uma diminuição imediata nos índices de violência e homicídios no Aglomerado Santa Lúcia e nas áreas vizinhas, uma vez que ele era o responsável pela articulação das ações da gangue.
Após a prisão, Madson foi levado para a delegacia de plantão e, em seguida, será transferido para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.