O setor de combustíveis no Brasil experimentou progressos significativos em 2025. Após um longo período de incertezas e flutuações nas regulamentações, a indústria alcançou uma maior estabilidade, impulsionada por reformas legislativas robustas, um controle fiscal mais rigoroso e uma conjuntura de preços do petróleo favorável.
Essa evolução destacou uma das principais fragilidades da cadeia produtiva, intensificando o debate em torno do Projeto de Lei Complementar (PLP) do Devedor Contumaz, que foi aprovado pouco antes do recesso legislativo.
O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) também se destacou positivamente em 2025. A previsibilidade nas normas regulatórias permitiu o avanço nas discussões sobre a liberalização do comércio, sem aumentar os riscos para os consumidores. Além disso, a atualização do programa Gás do Povo, que agora fornece botijões diretamente a famílias de baixa renda, reforçou a função social desse combustível.
No panorama internacional, o preço do barril de petróleo permaneceu em níveis baixos, com uma volatilidade moderada. Para 2026, as previsões indicam a continuidade dessa tendência, com valores inferiores a US$ 60 por barril. Apesar dos desafios enfrentados pelas grandes petroleiras, os efeitos na precificação dos combustíveis têm sido positivos. Contudo, as flutuações cambiais poderão ser o principal fator de pressão no mercado interno. Em um ano eleitoral, essas variações podem neutralizar os benefícios de um barril barato e impactar toda a cadeia produtiva.
O desfecho das eleições poderá influenciar a política de preços da Petrobras, o progresso na transição energética e a continuidade das reformas no setor. Assim, 2026 promete ser um ano em que as decisões políticas terão um peso semelhante aos fundamentos do mercado.
Em resumo, 2025 trouxe avanços nas regulamentações, um controle fiscal mais eficaz e um cenário internacional propício. A verdadeira consolidação desses avanços dependerá da habilidade em transformá-los em políticas duradouras e consistentes.