O termo que marcou a economia em 2025 foi: insegurança. As políticas implementadas por Donald Trump causaram confusão nos mercados, resultando em impactos significativos no comércio e na política interna dos Estados Unidos. Durante seu discurso de posse em janeiro, Trump declarou: “Iniciarei imediatamente a revisão do nosso sistema comercial para proteger os trabalhadores e as famílias americanas. Em vez de taxar nossos cidadãos para enriquecer outros países, vamos taxar esses países para beneficiar nossos cidadãos.”
Essa promessa se concretizou ao longo do primeiro ano de seu segundo mandato, com o republicano promovendo uma série de oscilações nas tarifas, que geraram a expressão “Trump Always Chickens Out” (TACO). As tarifas impostas à China chegaram a 145% antes de serem reduzidas para o atual índice de 20%. Contudo, os Estados Unidos encerraram 2025 com o maior nível tarifário desde 1935, atingindo aproximadamente 16,8%, conforme um relatório do Budget Lab da Universidade de Yale.
Esse aumento nas tarifas impactou diretamente o consumidor americano, com diversos produtos, como o café, apresentando alta superior a 10% ao longo do ano. A política fiscal nos EUA também foi marcada por incertezas, culminando no maior fechamento governamental da história, que durou mais de 40 dias. A administração Trump não conseguiu encontrar uma solução definitiva, e novos conflitos sobre o financiamento de programas de saúde são esperados, sugerindo a possibilidade de um novo fechamento.
Entretanto, a economia americana demonstrou uma notável resiliência, registrando um crescimento de 2,3% até o terceiro trimestre do ano, um número próximo ao de 2024. Esse crescimento foi impulsionado pelo consumo das famílias e por investimentos significativos em inteligência artificial realizados pelas principais corporações do país.
Esse cenário de resiliência econômica também foi observado em outras nações, que se adaptaram rapidamente às mudanças inesperadas na política da Casa Branca. A União Europeia, por exemplo, aumentou seus gastos com defesa e viu países como a Alemanha relaxarem as medidas de austeridade fiscal para estimular a economia. Em contraste, a França, a segunda maior economia do bloco, continua enfrentando desafios relacionados ao endividamento e à instabilidade política, sem uma solução clara à vista.
A China, por sua vez, manteve-se como um importante centro exportador, alcançando um superávit comercial inédito de US$ 1 trilhão, conseguindo evitar parte dos impactos das tarifas de Trump, em grande parte graças a uma estratégia do presidente Xi Jinping para compensar a fraca demanda interna.
Para o próximo ano, as previsões indicam um crescimento semelhante ao de 2025, segundo um relatório do IFF (Instituto de Finanças Internacionais). A organização prevê que a economia global continuará a se ajustar a um “novo normal”, caracterizado por taxas de juros mais altas, dívidas públicas persistentes e mudanças tecnológicas aceleradas. Por fim, o instituto ressalta que a incerteza observada em 2025 se consolidou como um elemento estrutural no ciclo econômico.