Na quinta-feira (1), a equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), requerendo que ele continue internado no hospital DF Star, em Brasília, até que o ministro Alexandre de Moraes se pronuncie sobre a solicitação de prisão domiciliar humanitária já submetida ao tribunal.
No documento enviado, os advogados argumentam que a condição de saúde de Bolsonaro ainda demanda monitoramento médico contínuo, o que tornaria imprópria uma transferência imediata para a Superintendência da Polícia Federal, onde ele está detido, antes que a questão seja decidida.
Os defensores enfatizam que o pedido tem caráter cautelar, visando evitar que o ex-presidente retorne à prisão logo após uma possível alta hospitalar, enquanto ainda estão em andamento avaliações médicas e tratamentos relacionados a complicações pós-operatórias.
A equipe médica planeja reavaliar o estado de saúde de Bolsonaro na manhã desta quinta-feira. Após a alta, a expectativa é que ele volte à Superintendência da PF, a menos que surjam novas decisões judiciais.
No requerimento ao STF, a defesa afirma que a saúde do ex-presidente está “em evolução” e que sua permanência temporária em ambiente hospitalar é aconselhada até que o tribunal se pronuncie sobre a possibilidade de cumprimento da pena em regime domiciliar.
Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro, quando foi admitido no DF Star para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, que ocorreu no dia seguinte, no Natal, sem complicações, segundo os médicos.
Após a operação, a equipe médica passou a monitorar a persistência de soluços, o que levou à realização de novos procedimentos. No sábado (27), ele foi submetido a um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo; na segunda-feira (29), o mesmo procedimento foi realizado do lado direito. Na terça-feira (30), houve uma cirurgia de reforço.
Na quarta-feira (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia digestiva alta, que revelou a continuidade de esofagite e gastrite. Os médicos também informaram que Bolsonaro está em uso de antidepressivos. Durante uma entrevista coletiva na tarde de quarta-feira, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que tanto a cirurgia de hérnia quanto os procedimentos para controlar os soluços foram realizados conforme o planejado, mas enfatizou a importância do monitoramento clínico contínuo.