Os resultados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) trouxeram boas surpresas, indicando um mercado de trabalho mais robusto, conforme análise do Itaú Unibanco. O aumento nos salários também reforça essa perspectiva, segundo o relatório elaborado pelas economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido.
“Os salários reais efetivos registraram um crescimento de 0,7 ponto porcentual, o que evidencia a continuidade do dinamismo no mercado de trabalho”, destaca o documento.
Com os ajustes sazonais, a taxa de desemprego recuou para 5,6%, em comparação a 5,8%, de acordo com as estimativas. Esse movimento é atribuído ao crescimento do emprego formal, que se manteve estável no setor informal, além de uma taxa de participação relativamente constante, explicam os especialistas.
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, abaixo da previsão do Itaú e da mediana apurada em uma pesquisa do Projeções Broadcast, que era de 5,4%.
O Itaú atribui a redução do índice de desocupação ao aumento no número de empregos (+0,3% na variação mês a mês, com ajustes sazonais), mesmo com um crescimento da força de trabalho (+0,1% na mesma comparação).