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Flutuação do dólar: moeda perde 11% em 2025 após iniciar o ano acima de R$ 6

•Ilustração gerada por IA

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a implementação de novas políticas tarifárias, a trégua no Oriente Médio, a continuidade da crise nas estatais brasileiras e o acirramento das disputas eleitorais para 2026 foram fatores que influenciaram o ânimo dos investidores ao longo de 2025. Cada um desses eventos teve impactos distintos, sendo a cotação do dólar um dos principais indicadores de como as notícias foram recebidas pelo mercado financeiro — tanto de forma positiva quanto negativa.

O ano de 2025 se mostrou especialmente desafiador para o mercado cambial: em poucos meses, a moeda americana passou de um valor próximo a R$ 6 — em níveis elevados — para uma negociação em torno de R$ 5,20. Como resultado, o dólar encerrou o ano com uma desvalorização de 11,1% em relação ao real, fechando a R$ 5,489 nesta terça-feira (30). Esse cenário contrasta com o início do ano, quando a moeda americana era negociada por mais de R$ 6, reflexo da significativa desvalorização do real nos últimos meses de 2024, quando o dólar havia se valorizado 27,3%.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, aponta que a trajetória do dólar em 2025 foi moldada por dois fatores principais: as dinâmicas globais, particularmente as surpresas políticas da administração Trump, e as questões internas brasileiras, que, segundo ele, influenciaram bastante a cotação da moeda. Shahini comenta que as decisões do governo dos EUA levaram à desvalorização do dólar neste ano. “Essas políticas foram percebidas como unilaterais e punitivas em relação a outros países, não negociadas bilateralmente, o que afetou a confiança nas instituições americanas, impactando também o real. Assim, o dólar se tornou mais fraco globalmente”, explica.

Ele ainda acrescenta que a alta significativa do preço do ouro neste ano, em torno de 60%, está relacionada à perda de confiança na robustez do dólar e na política dos EUA. O professor de finanças Alexandre Cabral concorda que uma parte significativa dessa desvalorização do dólar é atribuída às ações do governo Trump. “As tarifas impostas por Trump acabaram por prejudicar a valorização do próprio dólar, que vem se desvalorizando mundialmente nos últimos meses”, afirma.

Essa desvalorização é evidenciada pela queda de quase 10% no índice DXY, que mede o desempenho do dólar em comparação a uma cesta de moedas fortes, como o iene japonês e a libra esterlina. “O DXY é um indicador crucial da força do dólar no mercado internacional. Uma redução de 10% em um ano é bastante significativa. No primeiro semestre, observou-se uma desvalorização de quase 10%, a pior desde 1971 em relação a outras moedas”, analisa Shahini.

A política monetária dos bancos centrais, tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos, também teve um papel importante na cotação do dólar ao longo do ano. O diferencial de juros entre os dois países estimula a atração de capital. Com as taxas de juros mais baixas nos EUA e as taxas brasileiras em 15% ao ano, os investidores estrangeiros encontram vantagens em captar recursos “mais baratos” fora e investir em títulos que oferecem retornos superiores no Brasil. Essa estratégia é conhecida como carry trade.

“Os investidores buscam financiamento na Suíça e no Japão para aplicar em renda fixa pública no Brasil, onde podem obter retornos de 14% a 15% ao ano. A entrada de fluxo estrangeiro na renda fixa também contribuiu para a valorização do nosso real”, explica. Nos anos anteriores, quando os EUA elevaram suas taxas de juros, houve uma migração de capital para lá, mas em 2025, a tendência foi inversa.

Shahini ressalta que a política monetária americana é um elemento crucial para entender o comportamento do dólar em determinados períodos e para direcionar onde o fluxo de capital será alocado. “O capital financeiro global busca as melhores taxas. Ele se deslocou para onde havia valuations atrativos, como o Ibovespa no Brasil. As bolsas da América Latina, Europa e Ásia também se beneficiaram desse fluxo, resultando em uma realocação geográfica que impactou a força do dólar.”

O ano de 2026 apresenta um fator importante a ser monitorado pelos investidores: as eleições presidenciais. Especialistas preveem que o próximo ano será marcado por alta volatilidade devido ao cenário eleitoral. Em dezembro, já foi possível notar um aumento na volatilidade do mercado acionário, com os investidores reagindo às pesquisas eleitorais e aos candidatos em potencial.

“O próximo ano, independentemente de Trump, China ou outros fatores globais, tende a ser volátil por sua própria natureza. O dólar continuará a oscilar. Historicamente, anos de eleição são caracterizados por essa volatilidade”, alerta Cabral. A política monetária seguirá sendo um aspecto relevante para o câmbio em 2026, com a trajetória da Selic em foco. O mercado espera que o ciclo de redução das taxas de juros comece em março, com previsões de que termine 2026 em 12% ao ano, o que impactará diretamente o diferencial de juros e, consequentemente, o dólar.

Cabral acredita que a estratégia de carry trade de 2025 continuará no próximo ano, mas pode perder força à medida que as taxas de juros globais diminuem e os investidores se voltem mais para a renda variável. Para Shahini, um outro fator externo significativo é a mudança na liderança do banco central americano, que pode ser influenciada pela indicação de Trump para o novo presidente do Fed. Segundo ele, o mercado global estará atento às diretrizes da nova política monetária e à autonomia do banco central sob a influência de Trump.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade