A associação que representa os auditores do Banco Central expressou sua insatisfação em relação à decisão, considerando-a uma “pressão inadequada” sobre os servidores. Thiago Rodrigues Cavalcanti, presidente da ANBCB, manifestou sua preocupação com a convocação do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, para um confronto direto com Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que ele considera desproporcional.
“Qual é a justificativa para essa acareação entre Vorcaro, Paulo Costa e Ailton? Por que escolher Ailton? Como ele se encaixa nessa situação? Por que não convocar o Galípolo [presidente do BC]? E o Renato?”, questiona Cavalcanti, referindo-se ao diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, Renato Gomes. Ele também critica a ênfase na responsabilidade individual pela liquidação do Banco Master. “Por que não considerar um grupo de servidores, já que Ailton não foi quem decidiu: ‘Vamos liquidar o Master’? Um conjunto de profissionais esteve envolvido nesse processo. Não se pode atribuir a responsabilidade a um único diretor e esperar que ele compreenda todos os aspectos em cada fase.”
Cavalcanti destaca que essa convocação gera um clima de intimidação para a equipe técnica. “Promover uma acareação com um diretor é uma forma de pressão, digamos, direta e possivelmente excessiva sobre os servidores do banco. Existem diversas outras maneiras de se obter informações ao longo do processo”, conclui.
Na semana passada, o Sinal-SP, sindicato que também representa os servidores do BC, anunciou que está monitorando atentamente as ações no STF e no TCU, reafirmando sua confiança na atuação técnica, ética e responsável do Banco Central.