No ano de 2025, diversas histórias de brasileiros pareciam ter saído diretamente de um roteiro cinematográfico: tragédias aéreas, colisões impressionantes e até curas miraculosas. O que une esses relatos? Todos são exemplos de superação — pessoas que tiveram a sorte de escapar de situações extremas e ganhar uma nova chance de viver.
Imagens marcantes se espalharam pelas redes sociais: veículos tombando em escadarias, balões caindo do céu e ônibus descontrolados chamaram a atenção do público.
Em fevereiro, João atrasou sua saída para o trabalho por não encontrar a chave da moto. Esse pequeno atraso acabou salvando sua vida. Um avião, que transportava duas pessoas, fez um pouso forçado na movimentada Avenida Marquês de São Vicente, em São Paulo, a poucos metros de onde sua moto estava estacionada. Infelizmente, os dois passageiros da aeronave não sobreviveram, e dez pessoas ficaram feridas.
“Vi o ônibus que foi atingido passar por mim. O farol ficou amarelo e, quando a luz abriu, eu saí. Ouvi um estrondo, como se uma lata estivesse sendo amassada”, contou João. Se não fosse pelo atraso, ele poderia ter estado no local da queda. “Demorei um pouco mais para sair por conta da chave, que estava escondida na máquina de lavar, graças ao meu sobrinho de três anos, Arthur. Eu devo minha vida a ele. Sem ele, eu estaria junto com o ônibus”, afirmou.
Em julho, uma família enfrentou um dos dias mais desafiadores de suas vidas. Pai, mãe, dois filhos e a avó retornavam para casa em Colônia Leopoldina (AL) após um fim de semana em Maceió, quando seu veículo colidiu gravemente com um caminhão. Um vídeo gravado logo após o acidente mostrava apenas o rosto do pai, Carlos Henrique, e a mão de seu filho, Pedro, enquanto alguém dizia: “Ô, meu Deus! Calma, irmão. Você é forte! Tenta aí.” O resgate levou duas horas.
Cinco meses depois, o programa Fantástico reencontrou a família. Carlos relembra: “As lembranças voltam a todo momento, às vezes dá vontade de chorar.” Samia, a mãe, acrescenta: “Eu fui a última a sair do carro. A primeira coisa que vi ao sair foi o céu. Nunca vi um céu tão bonito.” Apesar da gravidade, todos tiveram apenas ferimentos leves, exceto Pedro Henrique, de oito anos, que fraturou a mandíbula em dois lugares. A filha de 12 anos, Nina Luiza, resumiu: “É muito bom poder voltar à vida.”
Em abril, Ana Luiza, uma menina de 13 anos que nasceu com problemas cardíacos, recebeu a notícia de que um doador havia aceitado fazer a doação de um novo coração. O órgão estava em Araguaína, no norte de Tocantins, e precisava percorrer uma distância de dois mil quilômetros — a mais longa já registrada para um transplante desse tipo.
Ana nasceu com uma condição cardíaca e passou pela primeira cirurgia antes de completar dois anos. Aos 12, entrou na lista de espera para o transplante. Durante esse período, ela e sua família enfrentaram momentos de grande tensão. Os familiares relataram ao Fantástico que, horas antes da boa notícia sobre o doador, tinham ido dormir com a informação de que Ana havia sido entubada e que sua sobrevivência dependia de um novo coração.
Quando questionada sobre seu ano de 2025, Ana Luiza respondeu: “[de] renascimento.”
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