Em um assalto que deixou a França e o mundo estarrecidos, bandidos invadiram o icônico museu do Louvre, em Paris, conhecido por ser o mais visitado globalmente, e furtaram joias históricas pertencentes à monarquia francesa. Ao longo de dezembro, o g1 revisita algumas das histórias mais insanas — e verídicas — publicadas em 2025. Assista ao vídeo acima, leia o artigo a seguir e explore outras reportagens no mapa encontrado ao final da página. A matéria original foi divulgada em outubro.
🖼️ O Louvre, lar da famosa Mona Lisa, abriga mais de 33 mil obras que vão de antiguidades a esculturas e pinturas. O local do roubo estava a cerca de 250 metros do famoso quadro de Leonardo da Vinci. A invasão ocorreu por volta das 9h30, aproximadamente 30 minutos após a abertura do museu ao público.
Os criminosos demonstraram audácia ao estacionar um caminhão nas proximidades do museu no dia 19 de outubro. Utilizando uma escada mecânica, subiram até o primeiro andar, quebraram uma janela desprotegida e entraram no edifício. Em seguida, arrombaram duas vitrines de alta segurança e levaram as joias.
Os ladrões conseguiram roubar oito peças da Galeria de Apolo, onde está armazenada a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa. Uma nona peça, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, foi encontrada danificada na rua, conforme informou a ministra da Cultura, Rachida Dati. Essa coroa era ornamentada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
A ação dos criminosos durou cerca de sete minutos, e eles fugiram em uma motocicleta. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, destacou que as joias levadas tinham um “valor inestimável” e representavam um “verdadeiro patrimônio”. “Eles claramente realizaram um reconhecimento prévio. Parecem ser muito experientes”, afirmou Nuñez.
No dia 25 de outubro, duas pessoas foram detidas por sua ligação com o roubo, e quase uma semana depois, mais cinco suspeitos foram apreendidos. Esse incidente também revela um problema mais profundo que o Louvre enfrenta: o aumento das multidões e a diminuição das equipes.
O Louvre tem um histórico de furtos e tentativas de roubo. O caso mais célebre ocorreu em 1911, quando a Mona Lisa desapareceu de sua moldura, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu no museu e saiu com a pintura sob seu casaco. A obra foi recuperada dois anos depois, em Florença, episódio que ajudou a consolidar o retrato de Leonardo da Vinci como a obra de arte mais famosa do mundo.
Em 1983, duas peças de armadura da era renascentista foram roubadas do Louvre e só foram recuperadas quase quatro décadas depois. A coleção do museu também é marcada pelos saques da era napoleônica, que continuam a gerar debates sobre sua restituição.