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Médicos asseguram que novo tratamento para soluços não impacta alta de Bolsonaro

Fabio Rodriges-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por um tratamento inédito neste sábado (27) para lidar com uma crise de soluços e já retornou ao seu quarto no hospital. A equipe médica confirmou a jornalistas que o procedimento ocorreu conforme o planejado e não alterou a previsão de alta, estimada em até sete dias desde sua internação.

A manobra, que não é considerada uma cirurgia, durou cerca de uma hora. O ex-presidente agora permanecerá sob observação para verificar a eficácia da intervenção, que envolve uma técnica conhecida como “bloqueio anestésico do nervo frênico”, destinada a aplicar um anestésico com o objetivo de interromper os soluços. A primeira fase foi realizada no lado direito, e uma segunda fase do mesmo procedimento está agendada para a próxima segunda-feira (29), no lado oposto do nervo.

“Vamos aguardar a resposta, mas já temos a programação para o outro lado na segunda-feira”, afirmou o médico radiologista Mateus Saldanha, responsável pela intervenção. Ele acrescentou que ainda é prematuro determinar se o procedimento foi bem-sucedido ou se haverá necessidade de uma cirurgia futura: “Precisamos observar como ele reagirá. Acabamos de realizar o procedimento, é muito cedo para discutir próximos passos.”

A escolha pelo novo tratamento se deu pela falta de resposta aos medicamentos, conforme explicou o cardiologista Brasil Caiado. “Nossa estratégia inicial era maximizar o tratamento clínico com os medicamentos disponíveis. Isso foi realizado desde o início da internação, mas os resultados não foram os esperados. Ontem, ele enfrentou uma crise de soluço prolongada e intensa, o que dificultou seu sono”, comentou o cardiologista.

Um novo boletim médico divulgado após as declarações dos médicos informa que Bolsonaro “deverá continuar com fisioterapia para reabilitação, medidas de prevenção de trombose venosa e cuidados clínicos”. O cirurgião Cláudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, afirmou que a recuperação da cirurgia para tratar a hérnia inguinal está progredindo como esperado e que Bolsonaro receberá fisioterapia e cuidados com curativos: “Essa parte tem evoluído bem.”

“Ainda mantemos a expectativa de uma alta entre 5 a 7 dias”, acrescentou Birolini. De acordo com as previsões, ele retornaria à cela na sede da Polícia Federal em Brasília no Ano Novo, mas continuaria a receber assistência médica no local, tanto de profissionais que atuam ali como da própria equipe médica que o acompanha.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade