Filipe Martins, que foi assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve sua prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Na manhã deste sábado (27), a Polícia Federal (PF) executou o mandado na residência de Martins, conforme relatou sua defesa. Na semana anterior, ele havia sido sentenciado a 21 anos de reclusão pelos delitos de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, destruição de patrimônio público e deterioração de bem tombado. Martins é acusado de ter apresentado a chamada “minuta do golpe” a Jair Bolsonaro, que foi preso em novembro por sua tentativa de golpe de Estado.
A ação da PF ocorreu poucas horas após a detenção de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que tentou escapar para El Salvador. O advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, utilizou as redes sociais para manifestar sua insatisfação com a decisão, a qual classificou como “vingativa, absurda e aberrante”. Ele destacou que Martins está sob monitoramento com tornozeleira eletrônica há 555 dias e que tem cumprido rigorosamente todas as medidas cautelares impostas. Chiquini ainda alegou que essa ação configura um “abuso de poder” e que a defesa pretende recorrer.
Tanto Filipe Martins quanto Silvinei Vasques fazem parte do chamado “núcleo 2” da suposta trama golpista. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), esses indivíduos seriam responsáveis por coordenar as principais ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. A PF cumpriu o mandado na casa de Martins na manhã deste sábado (27).