Na noite de sexta-feira (26) para sábado (27), o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou episódios de soluços e dificuldades para dormir, conforme relatado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado. O médico atualizou o estado de saúde de Bolsonaro na manhã deste sábado. Ele continua internado no Hospital DF Star, onde se recupera de uma cirurgia realizada na quinta-feira (25) para corrigir uma hérnia inguinal bilateral.
Na sexta-feira, a equipe médica fez modificações nas medicações para controlar as crises de soluço e tratar a doença do refluxo gastroesofágico. Até o momento, não há previsão para a realização de novos exames ou procedimentos adicionais.
O boletim médico do dia anterior indicou que Bolsonaro começou a reabilitação com fisioterapia, está passando por otimização na analgesia e recebendo tratamento farmacológico para prevenção de trombose. “O ex-presidente está internado no hospital DF Star, em cuidados pós-operatórios”, informou a equipe médica.
Bolsonaro foi admitido na quarta-feira (24) para a realização de exames e para o preparo pré-operatório. Sua hospitalização foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma avaliação da Polícia Federal que apontou a necessidade de intervenção médica. A expectativa é que o ex-presidente permaneça internado entre cinco e sete dias.
Embora a cirurgia tenha sido classificada como eletiva, ela foi indicada para evitar o agravamento da condição e possíveis complicações. O procedimento, realizado sob anestesia geral, teve como objetivo reposicionar o conteúdo abdominal e reforçar a musculatura na região da virilha, onde a parede abdominal está enfraquecida.
Após a cirurgia, Bolsonaro foi transferido diretamente para o quarto, sem a necessidade de passar pela unidade de terapia intensiva (UTI), e continua sob observação clínica. Além da correção da hérnia, a equipe médica está considerando a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, um procedimento que pode ser necessário para tratar as crises de soluços persistentes que o ex-presidente tem enfrentado nos últimos meses. O momento adequado para essa intervenção ainda será definido, e sua necessidade será reavaliada na próxima semana, uma vez que se trata de um procedimento invasivo.
A abordagem do pós-operatório leva em conta as especificidades do quadro clínico de Bolsonaro, exigindo um acompanhamento contínuo nos primeiros dias após a cirurgia. O foco é garantir uma recuperação segura, com controle adequado da dor, retorno gradual da mobilidade e diminuição dos riscos associados à imobilização prolongada, comuns em tais procedimentos.