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Baleias fora de época no litoral norte de SP: um fenômeno inusitado

Foto:Divulgação/Prefeitura de São Sebastião

A época habitual de migração das baleias-jubarte ao longo do litoral norte de São Paulo ocorre entre maio e agosto. No entanto, neste ano, a presença desses majestosos cetáceos tem sido observada no canal de São Sebastião mesmo após o término dessa temporada.

Pesquisadores estimam que entre cinco e seis jubartes, que estão sendo monitoradas desde junho, podem continuar na área pelos próximos meses, um comportamento extremamente raro. De acordo com Cardoso, essas baleias têm encontrado uma abundância de pequenos camarões, semelhantes ao krill, que habitam o fundo do mar. Isso é evidenciado pelo fato de que elas emergem cobertas de lama após se alimentarem.

A equipe de pesquisadores que acompanha esse grupo está analisando esse novo fenômeno, sem certezas sobre sua repetição futura. Com a chegada do verão e o aumento do tráfego marítimo, a preocupação com possíveis colisões, especialmente entre os animais e embarcações de cruzeiro, é crescente. “É algo inédito, elas estão por aqui. Em todos esses anos, o pessoal costumava vir no verão e não encontrava baleias. Agora, elas estão presentes”, afirma o fundador do projeto Baleia à Vista.

Em colaboração com outras instituições, como o Instituto Baleia Jubarte, um alerta foi emitido ao tráfego marítimo, recomendando que todos os navios que entrem ou saiam do Canal de São Sebastião/Ilhabela limitem sua velocidade a 5 nós (aproximadamente 9 km/h) e mantenham um vigia atento a possíveis avistamentos de baleias ao navegar em águas com menos de 30 metros de profundidade. Além disso, recomenda-se que as embarcações cheguem durante o dia sempre que possível.

Para outras embarcações, a prefeitura de São Sebastião orienta que, ao avistar uma baleia, a velocidade deve ser reduzida e a embarcação parada a pelo menos 100 metros de distância, com o motor desengatado, mas sem desligá-lo.

Desde 2004, um projeto tem monitorado a movimentação desses mamíferos em São Sebastião e Ilhabela, e a temporada de 2025 já registrou um número recorde de avistamentos – 800 até o início de dezembro. Segundo o biólogo marinho Pedro Fróes, casos de permanência prolongada das jubartes na costa brasileira, como o que está sendo observado em São Sebastião, são extremamente raros. Essa situação é em parte atribuída à dificuldade de monitorar continuamente toda a extensão do litoral.

Pesquisador do Projeto Baleia Jubarte e do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (ECoMAR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fróes explica que o aumento populacional da espécie pode levar a mudanças nas dinâmicas comportamentais. O krill, que é a base da dieta das jubartes, também serve de alimento para outros animais como pinguins e focas. Cientistas e observadores sugerem que a competição por krill na Antártida pode estar aumentando, e já é sabido que as baleias-jubarte mais jovens iniciam a migração antes das adultas.

As baleias menores costumam chegar ao Brasil a partir de maio, enquanto as maiores aparecem somente em junho. “Isso pode ser um reflexo da competição por alimento. As maiores permanecem mais tempo, podendo se alimentar melhor e ocupando mais espaço”, comenta Fróes.

As jubartes brasileiras se alimentam na Antártida, especialmente nas proximidades das Ilhas Sandwich e Georgia do Sul, durante o verão, consumindo a maior quantidade possível de krill antes de migrarem para o Brasil no inverno, período destinado ao acasalamento e ao nascimento de filhotes, aproveitando as águas mais quentes para o ciclo reprodutivo.

Para Fróes, a presença prolongada dessas baleias levanta várias hipóteses: além das mudanças climáticas, a sobrepesca do krill na Antártida representa uma ameaça à recuperação das jubartes. O krill é altamente demandado na criação de salmões e em suplementos como o óleo de krill, rico em ômega-3. Neste ano, cientistas e organizações ambientalistas solicitaram uma moratória global sobre a captura do krill antártico, e pela primeira vez, a pesca foi encerrada antecipadamente em maio de 2025, após atingir a cota anual de 620 mil toneladas em apenas cinco meses.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade