A agressão teria se originado a partir de um incidente envolvendo quatro crianças, incluindo os filhos de ambos os envolvidos. Um advogado, conhecido como Rodolfo Ramos Caiado, atacou um médico nas proximidades da piscina coberta de um edifício em Goiânia (GO). As gravações das câmeras de segurança do local mostram o momento em que Rodolfo se dirige à vítima, que estava sentada em uma cadeira de praia, e inicia uma discussão, que rapidamente se transforma em um ataque físico. As imagens foram veiculadas pelo portal g1, com as informações confirmadas pelo Correio. Aproximadamente quatro crianças estavam presentes e testemunharam a cena.
Até o momento, o advogado não respondeu aos contatos do Correio. Caso se manifeste, o conteúdo será atualizado. Em entrevista ao g1, ele alegou que as imagens foram divulgadas com um “propósito político”. Rodolfo é sobrinho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO).
A confusão teria começado após um desentendimento entre as crianças, sendo que uma delas é filho do médico. O médico relatou que seu filho de sete anos foi empurrado por outros três jovens, um deles o filho de Rodolfo. Ele afirmou que tentou dialogar com o advogado, mas não obteve sucesso.
Momentos depois, as partes se encontraram por acaso na piscina do edifício. “Eu apenas pedi para meus filhos se afastarem e comentei: ‘vamos subir, o filhinho de papai está aqui’. Não chamei o filho dele de covarde, apenas mencionei que era injusto que três meninos atacassem uma criança menor”, explicou o médico.
Após o comentário, Rodolfo, já alterado, teria confrontado o médico. “Ele se aproximou de forma agressiva, me cercou e começou a me atacar. Eu só gritava para meus filhos correrem”, contou o médico.
Por outro lado, o advogado alega que reagiu a uma provocação feita pelo médico. Segundo Rodolfo, o homem teria chamado seu filho de oito anos de “veadinho” e afirmado que “cuidaria” do menino caso o pai não o fizesse. “Eu disse que homem conversa com homem, não com criança. Ele continuou com as provocações e chegou a ameaçar dizendo que ‘cuidaria’ do meu filho. Quando ele voltou a me insultar, eu reagi”, afirmou. O médico nega ter feito os comentários mencionados.