AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Juliette defende individualidade em comparação com Ana Paula no “BBB26” • Clássico Potiguar em Foco: América-RN e ABC-RN se Enfrentam ao Vivo na Série D ZeroUm • A Transformação do Cruzeiro sob a Liderança de Artur Jorge: Aproveitamento Salta para 67% • Último Paredão do “BBB26”: Enquete LeoDias Revela Disputa Acirrada Antecipando o Top 3 • Cruzeiro e Goiás: um duelo histórico que pode decidir o futuro na Copa do Brasil • Santos em Campo: Neymar e Gabigol Lideram o Time Contra o Fluminense no Brasileirão • Bruna Biancardi compartilha sua jornada de recuperação após a gravidez: ‘A paciência é fundamental’ • Barbara Reis fala sobre sua decisão de operar o lipedema: “É uma busca por liberdade e bem-estar” • Seleção de Brigadistas Temporários do Prevfogo: O Que Você Precisa Saber • Valentina Schmidt homenageia tio Oscar e agradece apoio nas redes sociais • Juliette defende individualidade em comparação com Ana Paula no “BBB26” • Clássico Potiguar em Foco: América-RN e ABC-RN se Enfrentam ao Vivo na Série D ZeroUm • A Transformação do Cruzeiro sob a Liderança de Artur Jorge: Aproveitamento Salta para 67% • Último Paredão do “BBB26”: Enquete LeoDias Revela Disputa Acirrada Antecipando o Top 3 • Cruzeiro e Goiás: um duelo histórico que pode decidir o futuro na Copa do Brasil • Santos em Campo: Neymar e Gabigol Lideram o Time Contra o Fluminense no Brasileirão • Bruna Biancardi compartilha sua jornada de recuperação após a gravidez: ‘A paciência é fundamental’ • Barbara Reis fala sobre sua decisão de operar o lipedema: “É uma busca por liberdade e bem-estar” • Seleção de Brigadistas Temporários do Prevfogo: O Que Você Precisa Saber • Valentina Schmidt homenageia tio Oscar e agradece apoio nas redes sociais •

Cirurgia de Jair Bolsonaro para tratamento de hérnia é concluída em hospital de Brasília

1 de 1 Infográfico mostra hérnia de Bolsonaro — Foto: Editoria de Arte/g1; Pablo Porciuncula/AFP

Na tarde desta quinta-feira (25), foi finalizada a operação para corrigir uma hérnia inguinal bilateral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O procedimento, solicitado pela defesa e autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ocorreu na tarde de terça-feira (23) e durou cerca de 3 horas e 30 minutos.

“Operação concluída com êxito. Sem complicações. Agora, é aguardar a recuperação da anestesia,” celebrou Michelle Bolsonaro, companheira do ex-presidente, em suas redes sociais. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado por tentativa de golpe, estando detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Após uma avaliação médica, foi verificada a necessidade da cirurgia.

O ex-presidente foi transferido da superintendência para o Hospital DF Star em Brasília na quarta-feira (24).

A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando tecidos do abdômen se projetam através de um ponto fraco na parede muscular abdominal, formando um abaulamento. Quando essa condição se manifesta em ambos os lados, é classificada como bilateral. A hérnia inguinal bilateral pode provocar inchaço, dor ou desconforto, especialmente ao realizar esforços, tossir ou permanecer em pé por longos períodos, embora em alguns casos não apresente sintomas.

Além disso, os especialistas também examinaram os episódios de soluço enfrentados por Bolsonaro, uma das suas principais queixas de saúde, e determinaram que o bloqueio do nervo frênico é uma intervenção apropriada e deve ser realizada o quanto antes.

🔎 O bloqueio do nervo frênico é um procedimento que reduz temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma, ajudando a interromper soluços persistentes. É realizado com anestesia local, através da aplicação de um medicamento próximo ao nervo, geralmente com auxílio de ultrassom. Esse método é indicado apenas quando os soluços não respondem a tratamentos convencionais e causam impacto clínico significativo.

O médico Ricardo Katayose, cirurgião cardiovascular da BP, explicou ao g1 que, para compreender a hérnia, é necessário visualizar a construção da parede abdominal da virilha.

🔎 Segundo o médico, o abdômen não é um espaço vazio, mas sim composto por várias camadas — começando pela pele, seguida por gordura, musculatura e, logo abaixo, uma membrana rígida chamada aponeurose, que atua como uma “armadura” para proteger os órgãos internos. Atrás dessa camada existe o peritônio, uma fina película que reveste a parte interna do abdômen e permite que o intestino se mova livremente, sem atrito.

Esse movimento é crucial, pois o intestino está constantemente em atividade para empurrar os alimentos durante a digestão, e ações cotidianas — como caminhar, respirar ou mudar de posição — favorecem esse funcionamento natural. O problema surge quando essas camadas são rompidas, seja por cirurgias anteriores ou traumas. Cada vez que uma intervenção ultrapassa essas camadas, o corpo cria cicatrizes internas, conhecidas como aderências.

Essas aderências podem fazer com que uma porção do intestino se “grude” à outra ou à parede abdominal, alterando o trânsito intestinal e, com o tempo, enfraquecendo a aponeurose. Como essa membrana é uma das principais estruturas que limitam o espaço para o intestino, qualquer perda de resistência ali facilita a protrusão do intestino para fora. No caso das hérnias, é exatamente isso que ocorre.

O intestino busca qualquer abertura disponível e ocupa esse espaço. Em alguns casos, ele consegue entrar, mas não consegue sair — o que é denominado encarceramento. É como se uma alça estivesse passando por um anel apertado: ela consegue escapar, mas depois fica presa, incapaz de retornar à cavidade abdominal. Na hérnia inguinal, essa projeção ocorre no assoalho pélvico e pode descer em direção ao escroto.

Quando o abdômen é submetido a manipulações extensas, como no caso do ex-presidente, as aderências e fibroses tornam a região mais rígida e irregular. Isso dificulta tanto a circulação normal do intestino quanto sua acomodação na cavidade abdominal, o que pode contribuir para sintomas como soluços persistentes. O sistema digestivo funciona como um tubo contínuo — da boca ao ânus — e qualquer comprometimento no trânsito intestinal pode gerar reflexos em outras áreas, inclusive no diafragma, onde os soluços são provocados.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade