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Brasil não cumpre as metas da OMS para a redução de casos de tuberculose

Foto: Eduardo Gomes/ILMD/Fiocruz Amazônia

Historicamente reconhecida como uma doença mortal, a tuberculose continua a ser uma grave ameaça à saúde pública. No último ano, o Brasil registrou 85 mil novos casos e 6 mil óbitos, tornando-a uma das infecções mais letais no país. Em maio de 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a Estratégia Fim da Tuberculose, que visa erradicar a doença até 2035. Para 2025, a proposta era reduzir em 50% a incidência e em 75% a mortalidade. No entanto, o Brasil tem observado uma tendência oposta, com um aumento constante nos casos desde 2015.

Em 2023, a taxa foi de 39,8 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes, bem acima do objetivo da OMS de 6,7 casos por 100 mil. Um estudo da Fiocruz Bahia, publicado em janeiro deste ano, prevê que esse número possa subir para 42,1 até 2030. O cenário no Estado do Rio de Janeiro é especialmente alarmante; em 2024, a região registrou a segunda maior incidência do país, com 75,3 casos a cada 100 mil habitantes, totalizando 18 mil novos diagnósticos, o maior número absoluto do Brasil.

“A aglomeração populacional e a precariedade habitacional contribuem para o aumento de casos. Nos últimos anos, o Rio de Janeiro enfrentou uma grave crise econômica, resultando em maior pobreza entre a população. Além disso, a superpopulação nas prisões também agrava a situação”, explica Christina Pinho, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A relação entre o encarceramento e a epidemia de tuberculose é discutida no estudo “O encarceramento em massa como fator determinante da epidemia de tuberculose na América Latina e os efeitos projetados de políticas alternativas”, publicado em 2024. Enquanto a incidência global da doença apresentou uma queda de 8,7% desde 2015, na América Latina houve um aumento de 19%.

“Nas prisões, a tuberculose é frequentemente subdiagnosticada, e muitos indivíduos expostos à infecção só manifestam a doença meses ou até anos após serem libertados”, afirma Yiran Liu, pós-doutoranda e pesquisadora associada na Universidade de Yale. O estudo revela que, na América do Sul, a prevalência de tuberculose entre os detentos é 26 vezes maior do que na população em geral.

“Embora as prisões sejam ambientes de alto risco para a tuberculose globalmente, a América Latina apresenta uma situação peculiar, com taxas relativamente baixas na população geral em comparação a regiões como o Sudeste Asiático”, observa Liu. “Em várias nações, identificamos que o encarceramento é o principal fator de disseminação, superando outros riscos como alcoolismo, HIV ou desnutrição”, acrescenta.

Júlio Croda, coautor do estudo e professor na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), ressalta que 37% das infecções no Brasil estão relacionadas a pessoas encarceradas, mesmo que não diretamente aos prisioneiros. Ele destaca que as taxas de tuberculose no país aumentaram desproporcionalmente em relação à capacidade do sistema prisional, que está frequentemente superlotado. Entre 1990 e 2019, a população carcerária cresceu de 90 mil para 755 mil.

A tuberculose se espalha pelo ar, quando uma pessoa infectada expeli os bacilos de Koch ao tossir, espirrar ou falar, e essas partículas podem permanecer suspensas no ar por horas, especialmente em ambientes fechados e mal ventilados. Apenas a tuberculose pulmonar é transmissível, pois necessita que as partículas com a bactéria estejam no ar.

A principal forma de prevenção contra a infecção por tuberculose é a vacina BCG, administrada no primeiro mês de vida. Embora essa vacina não impeça a contaminação pelo bacilo de Koch, ela é eficaz em prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar ou meníngea.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade