A BP comunicou a venda de uma participação de 65% em sua divisão de lubrificantes, a Castrol, pelo montante de US$ 10 bilhões, incluindo dívidas. Essa transação faz parte de uma estratégia para simplificar a estrutura da empresa, um processo iniciado sob a gestão do ex-CEO Murray Auchincloss.
Na quarta-feira (24), a companhia petrolífera revelou que a Stonepeak, uma firma de investimentos, será a adquirente e, juntos, formarão uma joint venture, onde a BP manterá 35% da participação. O Wall Street Journal havia antecipado a proximidade de um acordo na noite de terça-feira (23), citando fontes a par das negociações.
Em fevereiro, a BP iniciou uma revisão de seu modelo de negócios com o objetivo de simplificar operações, diminuir custos e otimizar os retornos para os acionistas. A meta é a venda de ativos totalizando US$ 20 bilhões até 2027, o que ajudaria na redução da dívida e no aumento da produção de petróleo e gás.
A BP declarou que os recursos obtidos com essa venda serão utilizados para diminuir sua dívida. Recentemente, na quinta-feira passada, a BP anunciou a saída de Auchincloss do cargo, que será assumido por Meg O’Neill, da Woodside Energy, tornando-a a primeira mulher a ocupar a posição de CEO na empresa. O’Neill começará a atuar em 1º de abril, enquanto Carol Howle, vice-presidente executiva de suprimentos, comércio e transporte, servirá como CEO interina.