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Vice-governador de Minas Gerais anuncia atraso na liberação de presos após alvarás fraudulentos; CNJ refuta “falha sistêmica”

1 de 1 Fotos mostram Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique de Paiva Silva, que deixaram prisão pela porta da frente após fraudarem ordens de soltura — Foto: Divulgação/Sejusp-MG

Nesta terça-feira (23), o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), declarou que o governo estadual irá postergar a execução de mandados de soltura após a recente situação em que quatro detentos foram libertados de um presídio em Belo Horizonte utilizando alvarás falsificados. Os membros de uma quadrilha, suspeita de manipular sistemas judiciais, conseguiram deixar o Centro de Remanejamento (Ceresp) Gameleira no último sábado (20) após um hacker ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para criar os documentos fraudulentos.

Durante uma coletiva de imprensa, convocada para discutir uma operação de segurança pública em presídios, Simões respondeu a perguntas da TV Globo sobre o incidente, que não estava diretamente relacionado aos presos liberados de forma ilícita. “Vamos atrasar o cumprimento de todas as ordens de soltura que recebermos, para termos tempo de verificar se houve fraude no sistema. Prefiro correr o risco de atrasar a liberação de um inocente por 12 horas a soltar um criminoso que deveria permanecer preso”, afirmou o vice-governador, que atua na administração de Romeu Zema (Novo).

Em nota oficial, o CNJ negou que tenha ocorrido uma “invasão ou violação estrutural” em seus sistemas, esclarecendo que a situação se referia ao “uso fraudulento de credenciais legítimas de acesso, obtidas de forma ilícita”. O órgão também informou que as ordens falsas foram detectadas em menos de um dia e canceladas, restaurando os mandados prisionais. O CNJ ainda destacou que não houve falha sistêmica nem evidências de envolvimento de seus servidores.

Até a tarde desta terça-feira, dos quatro detentos que haviam sido liberados irregularmente, apenas um foi recapturado. Os outros três continuam foragidos, sendo eles Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique de Paiva Silva. O quarto integrante da quadrilha, Júnio Cezar Souza Silva, foi preso novamente na segunda-feira.

O CNJ também reafirmou seu compromisso em monitorar regularmente episódios como este, mantendo procedimentos de controle e buscando constantemente aprimorar a segurança de seus sistemas em colaboração com órgãos responsáveis.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
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Darwin Andrade