O psiquiatra Anibal Okamoto Junior, de 38 anos, perdeu a vida no último domingo, dia 21, enquanto tentava salvar suas duas filhas de um afogamento na praia de Matinhos, no litoral do Paraná, durante uma viagem de férias em família. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, as crianças estavam em uma zona próxima às pedras de um espigão, longe da supervisão de salva-vidas.
Anibal residia em Brasília, onde trabalhava em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) especializado em álcool e drogas. Em suas redes sociais, amigos, pacientes e colegas o retrataram como uma pessoa atenciosa, dedicada e sensível. Uma paciente expressou a dor pela perda: “Nosso médico querido por quase 10 anos. Acima de tudo, era uma pessoa sensível e amável. Sem dúvida, perdemos um amigo.” Uma colega de profissão ressaltou: “Ele era um excelente psiquiatra, um trabalhador do SUS, sempre ético e atencioso.”
Outro médico destacou sua influência como professor: “Foi um dos melhores que tive na vida. Tinha um conhecimento técnico impecável, além de ser acolhedor, humano, divertido, sempre disponível, conselheiro e motivador.” Uma colega da residência também compartilhou: “Ele era o mais sensível entre nós. Sabia quando alguém não estava bem e sempre mantinha o bom humor.”
O Conselho Federal de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) emitiu uma nota de pesar, mencionando que o psiquiatra “construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado, a escuta e o acolhimento, deixando um legado significativo para a medicina e para todos que tiveram a oportunidade de experimentar sua dedicação e humanidade.”
O velório de Anibal está agendado para esta quarta-feira, dia 24, às 9h, no Cemitério Campos da Esperança, em Brasília.