No último sábado (20), quatro prisioneiros foram liberados da unidade penal Ceresp Gameleira, localizada na região Oeste de Belo Horizonte, após um ataque cibernético em que hackers usaram credenciais fraudulentas para acessar o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse acesso ilícito possibilitou o registro de ordens de soltura falsas, resultando na liberação dos detentos.
Os indivíduos libertados, identificados como Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Junio Cezar Souza Silva, haviam sido detidos no dia 10 de dezembro. Além deles, outras cinco pessoas foram presas sob suspeita de pertencer a uma organização criminosa.
De acordo com a investigação, que é liderada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pela Corregedoria-Geral de Justiça, o grupo é acusado de realizar acessos ilegais ao sistema judiciário. As apurações revelaram que os criminosos usavam credenciais legítimas para inserir informações fraudulentas no CNJ, da mesma forma que fizeram para a liberação de seus comparsas detidos.
Até o momento, as autoridades não conseguiram descobrir como o grupo obteve logins e senhas de usuários autorizados para acessar o sistema do CNJ.
Segundo informações do portal g1 de Minas Gerais, apenas um dos detentos foi recapturado; os outros três permanecem foragidos. A investigação revelou que, com o acesso ao sistema, o grupo conseguiu realizar diversas ações fraudulentas.
Após o incidente, o CNJ informou que todas as ordens de soltura fraudulentas foram identificadas e revertidas em menos de 24 horas. O órgão também afirmou que não há indícios de falhas sistêmicas ou envolvimento de servidores públicos até o momento.
A situação segue sob investigação pelas autoridades de Segurança Pública de Minas Gerais e pelo Tribunal de Justiça, que deverão atrasar futuras ordens de soltura para garantir a verificação de autenticidade.