** Após 32 dias detido, Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil e membro do PL, deixou a superintendência da Polícia Federal em Brasília na manhã desta quarta-feira (24), por volta das 9h30, para ser hospitalizado e iniciar os preparativos para uma cirurgia. A operação, uma herniorrafia para tratar uma hérnia inguinal bilateral, está agendada para a próxima quinta-feira (25) no hospital DF Star, conforme informações do g1.
Na semana anterior, Bolsonaro passou por uma avaliação médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que confirmou a presença de hérnia inguinal em ambos os lados da virilha. Embora em alguns casos essa condição não apresente sintomas, ela pode ocasionar inchaço, dor ou desconforto, especialmente durante esforços físicos, tosse ou ao permanecer em pé por longos períodos.
Os peritos indicaram que a cirurgia não é uma emergência e, portanto, é considerada um procedimento eletivo, destinado a melhorar a qualidade de vida do ex-presidente. Além disso, a equipe médica sugeriu a necessidade de um bloqueio do nervo frênico para tratar episódios de soluços que Bolsonaro vem enfrentando, mas, segundo a GloboNews, esse procedimento será agendado para um momento posterior.
Durante sua internação, Bolsonaro estará acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle, embora o pedido dos filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, para estarem presentes tenha sido negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A defesa do ex-presidente também tentou solicitar prisão domiciliar, mas o pedido foi indeferido, com o ministro justificando a falta de fundamentos legais para tal medida.
Na autorização para a cirurgia, Moraes especificou uma série de protocolos de segurança que deverão ser implementados, incluindo a permanência do ex-presidente em uma área isolada do hospital. Ele passará por exames de sangue e monitoramento cardíaco na mesma tarde de sua internação, para avaliar os riscos associados ao procedimento.
A ordem judicial estabelece que haverá vigilância contínua, com a presença de pelo menos dois policiais federais na entrada do quarto e outras equipes posicionadas dentro e fora do hospital, conforme a necessidade da PF. Adicionalmente, a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, está proibida no quarto onde Bolsonaro ficará, exceto para equipamentos médicos.