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Um comprimido diário? O que podemos esperar na nova era de tratamento da obesidade após as canetas

Foto: Divulgação

O futuro das chamadas canetas para o manejo da obesidade ainda está em desenvolvimento. Embora tenham trazido um progresso significativo em um contexto historicamente carente de alternativas eficazes, especialistas alertam que esses medicamentos, que imitam a ação do hormônio GLP-1, não devem ser considerados a solução final para uma condição crônica e multifatorial.

“O mercado precisava de opções que apresentassem maior eficácia no tratamento da obesidade, e a demanda da sociedade por isso era clara”, afirma o endocrinologista Josemar de Almeida Moura, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para o nutricionista e fisiologista Hamilton Roschel, diretor científico do Centro de Medicina de Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), nunca houve uma intervenção farmacológica com um impacto tão significativo. “Esses medicamentos são um suporte essencial na terapia da obesidade”, destaca.

Entretanto, o otimismo encontra limites. “Atualmente, há uma falsa sensação de que o problema está resolvido”, alerta Moura. Roschel complementa que os miméticos de GLP-1 não devem ser vistos como a solução definitiva para o gerenciamento da obesidade. Em 1.º de dezembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou diretrizes globais sobre o uso desses fármacos, enfatizando a importância do acompanhamento médico e da adoção de mudanças no estilo de vida.

Essas canetas são injetáveis, inicialmente desenvolvidas para tratar o diabetes tipo 2, que passaram a ser utilizadas para controle do peso ao imitarem a ação do GLP-1 — um hormônio que desacelera o esvaziamento do estômago e aumenta a sensação de saciedade — e que, em alguns casos, é associado ao GIP, que influencia o metabolismo da gordura e da glicose. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou o uso de semaglutida (Ozempic e Wegovy), liraglutida (Saxenda e Victoza) e tirzepatida (Mounjaro), enquanto a retatrutida ainda está em fase de testes clínicos e não está disponível para comercialização.

A expectativa é que o portfólio desses medicamentos se expanda rapidamente. De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Elesiario Caetano, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), existem mais de 130 estudos em fase avançada. Estimativas sugerem que o mercado global dos agonistas de GLP-1 poderá crescer de US$ 48,3 bilhões em 2024 para US$ 121,1 bilhões em 2034.

Para aumentar ainda mais esses números, as indústrias farmacêuticas estão investindo em versões orais dos medicamentos. Um dos principais desafios é proteger as moléculas no trato digestivo. Assim, a expectativa em torno do orforglipron, uma substância sintética que pode ser aprovada ainda este ano, está crescendo.

Apesar das inovações, os especialistas são claros ao afirmar que não existem soluções milagrosas. O Atlas Mundial da Obesidade de 2025 prevê que, se as tendências atuais persistirem, quase 3 bilhões de adultos terão um índice de massa corporal (IMC) elevado até 2030. No Brasil, entre 20% e 30% da população já enfrenta a obesidade.

O uso isolado das canetas, sem alterações comportamentais, pode resultar no efeito ioiô. “Quando o medicamento é interrompido, o apetite retorna, muitas vezes de maneira intensificada”, alerta Moura. Além disso, a rápida perda de peso pode prejudicar a massa magra. Existem também riscos associados ao uso prolongado ou intermitente, como distúrbios gastrointestinais, pancreatite aguda e potenciais efeitos oftalmológicos que ainda estão sendo investigados.

Outro desafio é o preço elevado, que restringe o acesso. Moura observa que a ampliação da oferta e a quebra de patentes podem, no futuro, ajudar a reduzir os custos. Para Roschel, mesmo com um maior acesso, o tratamento será eficaz apenas se acompanhado por uma abordagem multiprofissional e condições sociais que incentivem hábitos alimentares saudáveis. “Não existe medicamento que consiga manter o peso em um ambiente que favorece o ganho de peso”, conclui.

(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade