A taxa de inadimplência de aluguéis no Rio Grande do Sul caiu para o menor patamar em oito meses, passando de 3,39% em outubro para 3,35% em novembro, uma redução de 0,04 ponto percentual (p.p.). Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, que registrou 2,83%, houve um aumento de 0,52 p.p. O índice no estado permanece abaixo da média nacional, que foi de 3,69% no mesmo período, conforme dados do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica.
O levantamento também indica que, na região Sul, a inadimplência de apartamentos diminuiu de 2,22% em outubro para 2,14% em novembro, abaixo da média nacional de 2,39%. No caso das casas, a taxa subiu de 3,68% para 3,74%, também inferior à média nacional de 3,93%. Imóveis comerciais apresentaram uma taxa de inadimplência de 4,07%, em comparação aos 3,75% do mês anterior, enquanto a média nacional foi de 5,22%.
Em novembro, a região Nordeste liderou o ranking com uma taxa de inadimplência de 5,23%, mas apresentou uma queda significativa de 1,61 ponto percentual em relação aos 6,84% de outubro. A região Norte teve um leve aumento de 0,04 p.p., mantendo-se em segundo lugar com 4,45%. O Centro-Oeste registrou uma diminuição de 0,07 p.p., ocupando a terceira posição com 3,38%. O Sudeste ficou logo atrás, com taxa de 3,40% – o mesmo valor de outubro – enquanto o Sul, com 2,96%, manteve a menor taxa do país, registrando um leve aumento de 0,04 p.p. entre outubro e novembro.
No cenário nacional, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (aluguel acima de R$ 13.000) caiu 0,26 ponto percentual em novembro, totalizando 6,37%, em comparação aos 6,63% de outubro. Por outro lado, imóveis residenciais com aluguéis de até R$ 1.000 apresentaram uma alta, subindo de 6,03% em outubro para 6,26% em novembro, sendo essa a segunda maior taxa entre as faixas de preços. As taxas mais baixas foram observadas em imóveis com aluguéis entre R$ 2.000 e R$ 3.000 e de R$ 3.000 a R$ 5.000, com 1,95% e 1,97%, respectivamente.
De acordo com Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, “embora a queda na inadimplência do Rio Grande do Sul seja pequena em relação ao mês anterior, ela representa a menor taxa dos últimos meses, indicando uma estabilidade positiva e abaixo da média nacional. Contudo, é fundamental ficar atento a fatores como inflação e juros, que continuam a impactar os gastos fixos, pois qualquer alteração nesses indicadores poderá afetar a capacidade de pagamento dos locatários nos próximos meses.”
No que diz respeito aos imóveis comerciais, a faixa de aluguéis até R$ 1.000 permanece com a maior taxa, mas se manteve estável nos últimos meses, com 9,56% em outubro e 9,57% em novembro – um aumento mínimo de 0,01 ponto percentual. A segunda maior taxa foi registrada em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,91%, enquanto a menor taxa ficou na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, com 4,25%.
“O índice demonstra que a inadimplência continua a ser maior nas faixas extremas de aluguel, padrão observado ao longo do ano, tanto em imóveis de alto padrão quanto nos de menor valor, refletindo os diferentes desafios financeiros enfrentados. Nas faixas intermediárias, os dados permanecem mais estáveis, sugerindo um equilíbrio maior entre a renda dos locatários e os valores dos aluguéis, tanto no mercado residencial quanto comercial”, conclui Gonçalves.