Os profissionais de saúde que atendem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planejam realizar a cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral ainda nesta semana, prevendo uma internação que pode durar até sete dias. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Os advogados de Bolsonaro solicitaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente seja levado e internado no hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (24), véspera de Natal, para que ele possa passar pelos exames necessários e se preparar para o procedimento cirúrgico.
A proposta é que a cirurgia ocorra no dia seguinte, ou seja, no próprio Natal. Contudo, a programação ainda depende da aprovação do ministro Alexandre de Moraes, que deverá consultar a PGR (Procuradoria-Geral da República). O cirurgião Cláudio Birolini confirmou que permanece em São Paulo, aguardando a autorização judicial.
“Assim que recebermos a autorização de internação, seguiremos para Brasília. Se os trâmites, que fogem ao nosso controle, correrem conforme o esperado, acredito que a cirurgia poderá ser realizada ainda esta semana”, declarou o médico. A equipe médica irá definir os cuidados pós-operatórios após a realização da cirurgia.
“Estamos considerando uma internação de cinco a sete dias, levando em conta o tempo necessário para analgesia, fisioterapia e prevenção de eventos trombóticos, sempre priorizando a segurança, dada a especificidade do caso”, afirmou Birolini.
Os exames clínicos e ultrassonográficos identificaram uma hérnia inguinal bilateral com protrusão de alça intestinal, o que pode explicar os soluços persistentes que Bolsonaro tem relatado. Durante a internação, os médicos planejam realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico para aliviar as crises de soluços.
Em abril, o ex-presidente passou por uma cirurgia de doze horas para tratar uma suboclusão intestinal, e desde então, os médicos têm monitorado os resultados a longo prazo do procedimento. “Parece que está tudo sob controle. As lesões de pele também requerem acompanhamento contínuo”, comentou o doutor Birolini.