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Injeção de R$ 114 bilhões deve suavizar juros e impulsionar metade do crescimento do PIB em ano eleitoral

Foto:Ricardo Stuckert/Presidencia da Republica

Em resposta à desaceleração da atividade econômica provocada pelos juros elevados, o governo implementou um conjunto de medidas que, juntamente com os investimentos estaduais, deve injetar R$ 114 bilhões novos na economia em 2026. Esse montante é crucial para garantir pelo menos 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetado por analistas, evitando que o crédito caro resulte em uma desaceleração mais acentuada durante um ano eleitoral.

Os especialistas do mercado acreditam que os gastos governamentais, as políticas de transferência de renda e o suporte ao crédito irão reaquecer a demanda, após uma desaceleração fiscal em 2025. Uma parcela significativa do crescimento também deve ser gerada por obras realizadas pelos governos estaduais, que estão com suas finanças mais saudáveis e têm reduzido os pagamentos de juros após renegociações de dívidas com a União.

No âmbito federal, a maior contribuição — variando de 0,2% a 0,3% do PIB — deverá vir da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. O crédito consignado para trabalhadores do setor privado deve ter um impacto estimado de 0,2% no PIB, enquanto as projeções para o crescimento impulsionado pelos governos regionais variam entre 0,2% e 0,6% do PIB.

Os primeiros dois anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram marcados por um aumento significativo nos estímulos, com a ampliação de programas sociais, reajustes do salário mínimo acima da inflação e pagamentos de precatórios atrasados, resultando em um crescimento do PIB superior ao esperado.

Com a introdução de um novo arcabouço fiscal, que impôs limites a gastos e metas de redução do déficit primário, o governo passou a utilizar mais recursos de fundos não sujeitos às regras fiscais e a compensações — como a tributação de investimentos financeiros, taxação de rendas elevadas e, mais recentemente, a redução de benefícios fiscais. Essa estratégia visa colocar dinheiro nas mãos de quem consome.

Em 2025, um atraso na aprovação do orçamento, que foi sancionado somente em abril, fez com que o impulso fiscal se aproximasse da neutralidade, com economistas estimando um impacto entre -0,4% a 0,3% do PIB. No entanto, a execução das despesas recuperou o ritmo no segundo semestre, com novos pagamentos de precatórios e a distribuição de emendas parlamentares.

Para 2026, a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, o crédito para reformas residenciais, os descontos na conta de energia do programa Luz para Todos, a gratuidade no gás para famílias vulneráveis (Gás do Povo) e a liberação de parte do compulsório da poupança para aumentar o crédito imobiliário estão entre as medidas que visam estimular o crescimento.

Segundo as projeções do BTG Pactual, sob a liderança do ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, a nova tabela do Imposto de Renda, que reduz a alíquota para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, deve representar uma transferência anual de aproximadamente R$ 30 bilhões para as famílias beneficiadas. Além disso, espera-se que R$ 24 bilhões adicionais sejam injetados na economia através do crédito consignado privado, embora essa estimativa possa ser revista para baixo.

O novo modelo de crédito imobiliário deve injetar R$ 37 bilhões entre outubro de 2025 e o final do ano seguinte, com a maior parte desse valor concentrada em 2026. O programa de crédito para reformas habitacionais deve contribuir com R$ 14 bilhões no próximo ano, levando em conta uma taxa de inadimplência considerada alta, enquanto a nova faixa do programa Minha Casa, Minha Vida deve gerar um impulso adicional de R$ 8 bilhões, segundo as previsões do BTG.

O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, que adota uma abordagem mais cautelosa, sugere que as políticas de estímulo à atividade econômica poderão contribuir com cerca de 25% do crescimento projetado de 2% do PIB para 2026. Ele ressalta que, por se tratar de uma medida inédita, é difícil prever com precisão a proporção da nova renda disponível que realmente se converterá em consumo e, consequentemente, em estímulo ao PIB. “Isso depende muito do comportamento daqueles que receberão a isenção do Imposto de Renda em relação a poupar, quitar dívidas ou consumir”, analisa.

O economista Ítalo Franca, especialista em contas públicas do Santander, acredita que, mesmo que os volumes de estímulos de 2023 e 2024 não se repitam, o impulso fiscal em 2026 deverá ser suficiente para sustentar o crescimento em um contexto de política monetária ainda restritiva. “Ainda que haja algum aumento adicional de estímulos, seu efeito marginal na atividade será mais limitado”, pondera.

Assim, a proposta de financiar tarifas de ônibus urbanos, dentro de uma política nacional de passe livre, pode ser um tema de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sua implementação deve ocorrer somente em 2027, caso ele consiga a reeleição.

As projeções do mercado para as contas públicas de 2026 indicam um déficit primário de 0,6% do PIB, incluindo, além do governo central, Estados, municípios e estatais, um pouco acima do saldo negativo de 0,5% esperado para o resultado final de 2025.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade