No final da semana passada, o Grêmio efetuou o pagamento dos salários pendentes e agora direciona seus esforços para solucionar a suspensão de transferências imposta pela Fifa. Sob a liderança do novo presidente Odorico Roman, a diretoria quitou os vencimentos de dezembro e o 13º salário dos atletas na sexta-feira (19).
Com a questão salarial resolvida, o clube volta sua atenção para finalizar a sanção que proíbe o registro de novos jogadores por três janelas de transferências. O débito que gerou o bloqueio é de R$ 7 milhões, referente à contratação de Matías Arezo em 2024. O valor total do negócio foi de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 17 milhões na época), dos quais o Tricolor já pagou R$ 10 milhões ao Granada, da Espanha.
Além disso, um novo impasse relacionado ao atacante pode resultar em mais complicações. O River Plate-URU, que detém 50% dos direitos econômicos do jogador, acionou a Fifa devido ao não pagamento de 150 mil euros (R$ 900 mil) referentes ao empréstimo de Arezo ao Peñarol em 2025. O contrato estipulava um total de 300 mil euros (R$ 1,8 milhão), mas o repasse não foi realizado.
Para 2026, o Grêmio já fechou um novo empréstimo do centroavante ao Peñarol, com um retorno de 400 mil dólares (R$ 2,2 milhões), valor que será dividido com o River Plate. O contrato também prevê uma opção de compra fixada em 3,5 milhões de dólares (R$ 19,5 milhões).
Em coletiva de imprensa, o CEO Alexandre Leitão assegurou que o clube está empenhado em resolver todas as pendências: “Até o final do ano, vamos solucionar todos os problemas que impedem o clube de contratar jogadores, o transfer ban. Isso ocorrerá até o final do mês, vamos resolver todas as questões, que não se limitam a uma só, são várias. Estamos trabalhando para eliminar os problemas que resultaram no transfer ban. Ao mesmo tempo, também temos pendências com jogadores e vamos regularizar isso”.