O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a um esquema de segurança rigoroso durante sua internação no hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Dois agentes da Polícia Federal (PF) estarão posicionados em frente ao quarto de Bolsonaro, garantindo vigilância constante 24 horas por dia. Uma equipe adicional ficará encarregada da segurança nas áreas internas e externas do hospital.
Nesta quarta-feira (24), os policiais farão a escolta do ex-presidente em um comboio da Superintendência Regional do Distrito Federal até o hospital, percorrendo uma distância de aproximadamente quatro quilômetros em cerca de 8 minutos. Essa operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a pedido da defesa do político do PL.
Além de assegurar a proteção do ex-presidente, que está sob custódia em regime fechado, os agentes também terão a função de monitorar o cumprimento da determinação de Moraes. O acesso ao quarto de Bolsonaro será restrito, com a proibição de computadores, celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico. As visitas, exceto as de Michelle Bolsonaro e da equipe médica, precisarão da autorização do ministro do STF.
O ministro Moraes enfatizou que a PF deve garantir a observância das restrições e que o transporte e a segurança do custodiado devem ser realizados de maneira discreta, com o desembarque de Bolsonaro ocorrendo pela garagem do hospital.
Na última internação, em setembro, o ex-presidente saiu do DF Star pela entrada principal e foi recebido por apoiadores que gritaram mensagens de apoio como “volta Bolsonaro” e “anistia já”. Essa situação levou Moraes a questionar a Polícia Penal do Distrito Federal, que na época era responsável pela supervisão da prisão domiciliar.
Atualmente, Bolsonaro se encontra em uma cela especial na superintendência da PF, cumprindo a pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo STF por tentar realizar um golpe de Estado. A cirurgia foi autorizada por Moraes após uma avaliação da Polícia Federal que indicou a necessidade do procedimento. Os peritos descobriram que o ex-presidente sofreu uma lesão em um nervo, resultando em crises frequentes de soluço, e a intervenção é necessária para tratar essa condição.
A hérnia inguinal ocorre quando uma parte do intestino ou tecido abdominal se projeta por uma fraqueza na parede muscular da virilha, formando uma protuberância. Moraes afirmou que Bolsonaro mantém “plenas condições de tratamento de saúde na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”, onde cumpre sua pena, destacando que a proximidade do hospital particular garante um atendimento emergencial ágil, ainda mais próximo do que seu endereço residencial.