O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um anúncio nesta segunda-feira (22) sobre os planos da Marinha americana para iniciar a construção de uma nova classe de navios de guerra que levará seu nome. Segundo Trump, os navios da classe Trump serão “maiores, mais velozes e 100 vezes mais potentes do que qualquer outro navio de guerra já criado pelos EUA”.
Essas fragatas serão projetadas para proteger rotas marítimas e embarcações de maior porte. O ex-presidente afirmou que o projeto começará com a construção de dois desses navios, com a intenção de expandir a frota para um total de 20 a 25 embarcações ao longo do tempo.
Durante o evento realizado em sua residência em Mar-a-Lago, Flórida, Trump mencionou que se reunirá com líderes empresariais do setor de defesa na próxima semana para discutir os atrasos na produção de equipamentos militares e os problemas de orçamento. Ele também anunciou que seu governo planeja emitir uma ordem executiva que restringirá recompras de ações e a remuneração de executivos em empresas de defesa com projetos orçamentários problemáticos.
“Vamos investir em aviões e navios, e nas necessidades que temos, não em um prazo de 10 ou 15 anos. Precisamos disso agora”, afirmou Trump.
Na semana anterior, a agência de notícias Reuters informou que o governo estava preparando uma ordem executiva para limitar dividendos, recompras de ações e a remuneração dos executivos de empresas contratadas pela defesa que enfrentam atrasos e estouros orçamentários.
Tanto Trump quanto o Pentágono têm expressado insatisfação com os altos custos, a lentidão e a inflexibilidade da indústria de defesa, prometendo mudanças significativas para agilizar a produção de equipamentos bélicos.
Recentemente, a Marinha dos EUA tem participado de várias operações de interceptação de petroleiros no Caribe, embora a Guarda Costeira dos EUA esteja liderando essas operações. Neste mês, os EUA interceptaram dois petroleiros na costa da Venezuela, e no domingo, a Guarda Costeira estava em “perseguição ativa” ao grande petroleiro Bella 1, que se recusou a obedecer às tentativas de apreensão americanas.
Na manhã desta segunda-feira (22), o progresso da perseguição era incerto, mas autoridades americanas indicaram que o fato de o petroleiro — que estava vazio e se dirigia à Venezuela para carregar petróleo — ter dado meia-volta e estar navegando para longe do país já era considerado um sucesso.