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Representante de Trump sugere que a Groenlândia possa se tornar “parte dos EUA”, levando Dinamarca a convocar embaixador

1 de 4 O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para a nação na Casa Branca em 17 de dezembro de 2025 — Foto: Doug Mills/Pool via REUTERS

Na noite de domingo (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Na segunda-feira (22), Landry expressou a intenção de “transformar a Groenlândia em parte dos EUA”. A Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca situado no Ártico, sempre foi um alvo de interesse para Trump, e essa nova movimentação reacendeu as preocupações tanto da Dinamarca quanto dos groenlandeses sobre as ambições do presidente americano em relação à ilha, rica em recursos minerais e com uma localização estratégica.

“É com grande satisfação que anuncio a nomeação do extraordinário governador da Louisiana, Jeff Landry, como Enviado Especial dos Estados Unidos para a Groenlândia. Jeff compreende a importância da Groenlândia para nossa Segurança Nacional e irá defender vigorosamente os interesses do nosso país em benefício da Segurança, Proteção e sobre a Sobrevivência de nossos Aliados e, de fato, do Mundo”, declarou Trump em sua conta na rede social Truth Social.

Ao longo dos anos, Trump já manifestou diversas vezes que a Groenlândia, um território dinamarquês com governo e economia próprios, deveria ser incorporada aos Estados Unidos, justificando essa ideia com razões de segurança nacional e interesse pelos recursos minerais da ilha. A recente nomeação de um enviado especial, que atua como um representante diplomático para a Groenlândia, reacende a ofensiva de Trump em relação à ilha, que havia sido mais intensa após seu retorno à Casa Branca. O republicano chegou a afirmar que os EUA “precisam” da Groenlândia e não descartou o uso da força militar para alcançar esse objetivo.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, informou que convocou o embaixador dos EUA em Copenhague, expressando seu descontentamento com o apoio de Landry à proposta de Trump. A convocação do embaixador é uma forma diplomática de repreensão entre países. “Estou profundamente preocupado com essa nomeação de um enviado especial. E estou particularmente incomodado com suas declarações, que consideramos absolutamente inaceitáveis”, afirmou Rasmussen em entrevista à “TV 2” dinamarquesa.

Em uma postagem nas redes sociais agradecendo a Trump, Landry declarou que “é uma honra servir (…) nesta função voluntária para tornar a Groenlândia parte dos EUA”. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, exigiu o respeito à vontade dos groenlandeses, dinamarqueses e à integridade territorial da ilha, enfatizando que a Groenlândia decidirá seu próprio futuro.

O governo da União Europeia destacou a necessidade de preservar a integridade territorial e a soberania da Groenlândia, assim como a do Reino da Dinamarca. Aaja Chemnitz, uma parlamentar groenlandesa no Parlamento dinamarquês, comentou que a nomeação de um enviado dos EUA não é, em si, um problema, mas a tarefa de fazê-la parte dos Estados Unidos é indesejada na Groenlândia.

Jeff Landry, governador da Louisiana desde 2024 e membro do Partido Republicano, afirmou que sua nova função como enviado especial não interferirá em seu cargo. A Groenlândia, que é coberta em 80% por gelo e possui 57 mil habitantes, é a maior ilha do mundo e é rica em hidrocarbonetos e minerais essenciais para a transição energética. Embora geograficamente parte da América do Norte, mantém laços estreitos com a Dinamarca, que a integrou ao Reino em 1953, seguindo a Constituição dinamarquesa.

Em 2009, a Dinamarca permitiu que a Groenlândia tivesse um governo autônomo, dando a ela a possibilidade de solicitar independência via referendo. Trump não é o primeiro presidente a tentar adquirir a Groenlândia; após a Segunda Guerra Mundial, Harry Truman fez uma oferta de US$ 100 milhões em ouro para comprá-la, visando garantir um território estratégico durante a Guerra Fria. A proposta foi rejeitada, mas, nos anos 50, os EUA conseguiram estabelecer uma base militar na ilha com a autorização dinamarquesa.

Durante seu primeiro mandato, Trump havia falado sobre a possibilidade de comprar a Groenlândia, mas as autoridades locais deixaram claro que a ilha não estava à venda. Agora, em sua segunda gestão, Trump adota uma abordagem mais assertiva. Em janeiro, ele reiterou que a Groenlândia poderia servir como uma base estratégica para monitorar ameaças da Rússia e da Europa, sem descartar a possibilidade de ação militar para garantir a posse da ilha.

Em março, Trump afirmou em um discurso no Congresso que “vamos tomar a Groenlândia de um jeito ou de outro”, e ressaltou que “os EUA precisam da Groenlândia” como uma questão de segurança global. Ele argumenta que a presença de radares e bases militares na região fortalece a defesa americana e ajuda a monitorar navios e submarinos, especialmente os russos, nas águas entre a Islândia, a Grã-Bretanha e a Groenlândia.

A ilha possui também vastos recursos minerais, petróleo e gás natural, embora a extração mineral enfrente resistência de comunidades indígenas e restrições governamentais, enquanto a exploração de petróleo e gás é proibida por questões ambientais. Trump até ameaçou aumentar tarifas contra a Dinamarca se o país tentar bloquear a aquisição da Groenlândia pelos EUA.

Teoricamente, os groenlandeses poderiam votar pela independência e, posteriormente, decidir sobre uma possível associação com os Estados Unidos. Contudo, especialistas consideram essa hipótese improvável. “A Groenlândia está discutindo a independência da Dinamarca, mas nenhum groenlandês deseja apenas trocar um senhor colonial por outro”, explicou Ulrik Pram Gad, pesquisador do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais. Além disso, uma pesquisa recente revelou que apenas 6% da população apoia a ideia de se unir aos Estados Unidos.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade