Uma mulher, identificada como Girlene da Silva Azevedo, de 32 anos, foi detida em flagrante na quarta-feira (17) e teve duas ordens de prisão preventiva emitidas pela Justiça do Ceará. As acusações são de que ela assassinou sua filha, de apenas 1 ano e 7 meses, e tentou agredir uma policial penal.
O 4º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, em Caucaia, decidiu transformar a prisão em flagrante em preventiva após o crime ocorrido em 18 de dezembro. O juiz responsável pelo caso afirmou que “Girlene da Silva Azevedo teria ceifado a vida de sua própria filha com golpes de faca, sem qualquer motivação aparente”.
A mãe levou a criança ao hospital, estando com as roupas manchadas de sangue e, durante a emergência, afirmou que “era o anticristo e havia matado Jesus”.
Em sua decisão, o magistrado ressaltou a gravidade do crime, afirmando que “as medidas cautelares que não envolvem a prisão são insuficientes para garantir a ordem pública ou evitar a reincidência da acusada, tornando necessária a prisão preventiva”. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) sugeriu que fosse avaliada a saúde mental de Girlene, que poderia ser considerada inimputável, ou seja, incapaz de responder criminalmente por seus atos e passível de tratamento psiquiátrico.
Os investigadores relataram que, ao ser presa, a mulher apresentava “um riso irônico, olhar distante e falas desconexas”. Além disso, indicaram que ela havia tentado suicídio antes de cometer o homicídio.
Após ser transferida para o sistema penitenciário no dia 18, Girlene agrediu uma policial penal, levando a uma nova autuação por tentativa de homicídio. Na audiência de custódia subsequente, o juiz da 17ª Vara Criminal de Fortaleza converteu sua prisão em flagrante para preventiva, destacando que “a custódia cautelar é essencial para a manutenção da ordem pública, uma vez que a acusada, além de agredir a policial, tentou tomar sua arma para matá-la, evidenciando sua periculosidade”.
A Justiça Estadual emitiu dois mandados de prisão preventiva contra a mulher.