Neste domingo (21), um homem que havia sido beneficiado com a saída temporária foi assassinado a tiros na avenida JK, no bairro Cidade Satélite, em Juatuba, na Grande Belo Horizonte. A Polícia Militar (PM) foi chamada ao local após receber denúncias de um homicídio. De acordo com o relato do ex-cunhado da vítima, o crime ocorreu enquanto ele realizava a limpeza da calçada de sua residência.
Identificado como Claudinei de Sousa, conhecido como “Chapoca”, a vítima estava na porta de casa conversando com o cunhado e alguns conhecidos, incluindo uma mulher. Segundo o ex-cunhado, em certo momento, uma motocicleta vermelha, conduzida por dois homens vestidos de preto e usando balaclavas, se aproximou e começou a disparar contra “Chapoca”. Ele foi atingido e tentou se refugiar na garagem da residência.
O Boletim de Ocorrência (BO) relata que o garupa da moto desceu e entrou na garagem, onde disparou novamente. O cunhado de “Chapoca” afirmou que ouviu os primeiros tiros e tentou sair, mas ao escutar o pedido de socorro do cunhado, decidiu voltar para o interior da casa e se esconder, temendo por sua segurança. Após os disparos cessarem, ele se dirigiu à garagem e encontrou Claudinei caído, com ferimentos pelo corpo e na cabeça.
Familiares informaram à polícia que a vítima estava em sua saída temporária, passando sete dias em casa e 45 dias no sistema prisional. Claudinei havia deixado a prisão na última sexta-feira (19) e deveria retornar na próxima sexta-feira (29).
A PM relatou que ninguém presente no local conseguiu identificar os autores do crime, embora haja suspeitas de dois homens que teriam feito ameaças anteriores à vítima. Informações de pessoas que preferiram não se identificar indicam que o celular de Claudinei pode ter sido levado pela mulher que conversava com ele momentos antes do crime e que fugiu logo após os disparos.
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e confirmou o óbito. A perícia da Polícia Civil também foi acionada, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A investigação do caso está em andamento.