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Desvendando o desafio que impede a expansão da adoção de seguros no Brasil

Foto:Natee Meepian/Estadão

O seguro é um produto voltado para aqueles que possuem uma renda mínima que permita não apenas arcar com as despesas essenciais da vida, mas também investir em sua proteção, assim como na de sua família e bens. Na ausência dessa margem financeira, a contratação de um seguro se torna inviável. As exigências da vida são inegociáveis, e as necessidades básicas se impõem de maneira absoluta.

Despesas com alimentação, moradia, vestuário e contas de serviços como luz, água e telefone são fundamentais. Sem esses itens, a vida moderna se torna inviável. Um dado curioso é que o Brasil, apesar de ser um país com uma população relativamente empobrecida, possui mais de um celular por pessoa e destina bilhões de reais mensalmente em apostas.

Com uma população superior a 200 milhões, cerca de 50% dos brasileiros recebem apenas um salário mínimo, e a renda média está abaixo de R$ 3 mil mensais. Ignorando questões complexas como a vulnerabilidade à fome, é claro que, com uma renda tão baixa, a maioria dos brasileiros não dispõe de recursos para despesas além das básicas, que incluem moradia, alimentação e vestuário.

É difícil encontrar uma família de quatro pessoas que consiga viver com menos de R$ 800 mensais apenas em aluguel, e esse mesmo valor pode ser considerado o mínimo necessário para alimentação. Adicionando os gastos com roupas e celulares, a renda média nacional é rapidamente consumida. E isso sem contar as despesas com internet, eletricidade, água e gás, que são essenciais na vida contemporânea e, em algumas regiões, podem até ser influenciadas pelo crime organizado.

O mercado de seguros no Brasil é predominantemente direcionado à classe média e às empresas. Mais da metade da população não consegue arcar com seus custos, o que explica a baixa adesão ao seguro de automóveis. Além disso, a maioria dos seguros de vida é contratada por empresas em benefício de seus funcionários.

Esse cenário apresenta um desafio significativo. O número de trabalhadores com carteira assinada está em queda, enquanto o de “empreendedores” não para de crescer. Muitos desses indivíduos são pessoas que não conseguem um emprego formal e acabam se tornando vendedores ambulantes ou buscando ocupações informais, sem um aumento real na renda.

Sem uma renda adequada, não há como contratar seguros ou atender a outras despesas além das básicas. Esse é o nó que o Brasil precisa desatar. Sem um aumento significativo na renda, os salários continuarão a mal atender às necessidades essenciais, e os programas sociais continuarão a ter um papel crucial. Nesse contexto, o setor de seguros pode crescer de forma marginal, mas sonhar com uma realidade semelhante à de países europeus ou norte-americanos é, no momento, uma utopia.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade