Na manhã deste domingo (21), a Defesa Civil de Belo Horizonte determinou a interdição de um edifício comercial na Avenida Raja Gabaglia, no bairro São Bento, que foi devastado por um incêndio de grandes proporções. Após cerca de 11 horas de combate às chamas pelo Corpo de Bombeiros, uma avaliação adicional revelou que a estrutura apresenta risco de desabamento parcial.
De acordo com Marcos Vinícius Vitório, agente de proteção da Defesa Civil, há um “risco iminente de queda da parte restante do anexo e, dado que o telhado já cedeu, de uma laje”. Ele também informou que outros imóveis nas proximidades estão sendo analisados e que notificações de risco serão emitidas, solicitando a interdição total do prédio até que medidas de segurança sejam implementadas.
A responsabilidade pelas ações mitigadoras recai agora sobre o proprietário, que deve contratar um profissional qualificado para tratar da situação. “Enquanto persistirem os riscos, a interdição do prédio será mantida”, acrescentou Vitório.
Em comunicado à imprensa, a Defesa Civil detalhou que a vistoria no imóvel comercial apontou a necessidade de interdição devido ao perigo de desabamento parcial da estrutura afetada pelo incêndio. No entanto, não há risco de colapso total do edifício. Também foram detectados perigos relacionados à queda de revestimentos, vidros, estruturas metálicas e outros elementos da fachada.
Além disso, o estacionamento localizado no número 3055 da mesma avenida foi isolado como medida preventiva, devido à possibilidade de queda dos materiais mencionados. Os responsáveis pelos imóveis foram informados sobre a necessidade de manter o isolamento das áreas de risco e de realizar as intervenções necessárias para garantir a segurança das estruturas impactadas.
O incêndio, que teve início em um almoxarifado, atingiu o prédio na noite de sábado (20). Testemunhas relataram que os ocupantes evacuaram utilizando uma escada conectada a um edifício adjacente. Devido à gravidade da situação, edifícios vizinhos também foram evacuados, e veículos de uma concessionária próxima foram retirados do local. Por volta das 19h50, embora as chamas parecessem estar sob controle, elas reacenderam, mas foram extintas durante a madrugada de domingo.
Durante a ação, um bombeiro necessitou de atendimento devido a um superaquecimento, mas já se encontra bem. Outra pessoa foi levada ao hospital por inalação de fumaça, mas não corre risco de vida.
A Emive Segurança Eletrônica, que opera em diversas localidades, esclareceu que o incidente ocorreu em uma área restrita de suas operações. Com a nacionalização da empresa, suas atividades são descentralizadas e ocorrem em vários escritórios pelo Brasil, garantindo a continuidade dos serviços. Os sistemas da Emive funcionam em regime de redundância, com instalações ativas em outros locais, incluindo fora do país.
O estoque da empresa está situado em um centro de distribuição em São Paulo, e não houve impacto no fornecimento de equipamentos, no atendimento aos clientes ou nas estratégias de crescimento e investimento da companhia.
No momento do incidente, 12 pessoas estavam no edifício; duas delas receberam atendimento médico preventivo e já foram liberadas. A Emive reitera seu compromisso com a segurança e o bem-estar de seus colaboradores, ressaltando que o edifício estava regularizado e contava com um brigadista no local, o que facilitou a resposta rápida à situação. A empresa expressa sua gratidão ao corpo de bombeiros, colaboradores, clientes, parceiros e todas as entidades que ofereceram apoio durante o incidente.