Em entrevista ao programa Jogada 3º Tempo, na Verdinha FM 92.5, Celso Pontes, presidente do Icasa, comentou sobre a indenização recebida pelo clube da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade depositou R$ 80,9 milhões em conta judicial, mas ainda restam R$ 3,9 milhões a serem pagos. O dirigente esclareceu que metade desse montante será destinada a cobrir despesas com advogados.
Celso destacou que, dos R$ 84 milhões, R$ 9,5 milhões foram utilizados para custear honorários advocatícios pagos pela CBF. Assim, na teoria, o Icasa ficaria com R$ 75 milhões, conforme estipulado por uma perícia judicial. Contudo, o clube ainda precisa honrar os pagamentos aos seus próprios advogados, que correspondem a 30% do total, ou aproximadamente R$ 22 milhões.
“O Icasa moveu três ações judiciais. Um dos processos refere-se a R$ 18 milhões, que era o valor que a CBF deveria ter pago ao clube na série A do Campeonato Brasileiro de 2014. Também buscamos judicialmente o pagamento de renda e patrocínios. O Icasa venceu as duas primeiras causas, mas ainda terá que arcar com os honorários advocatícios. Para esclarecer, são R$ 9,5 milhões da CBF, além de R$ 22 milhões referentes aos advogados, e mais R$ 8 milhões de uma ação que o Icasa perdeu”, detalhou o presidente.
Dessa forma, quase metade do valor destinado ao clube será utilizada para cobrir despesas legais. Celso Pontes enfatizou que o montante em conta será utilizado também para quitar as dívidas do Icasa. Embora exista uma estimativa sobre o valor que realmente ficará para o clube, o dirigente optou por não divulgá-la.
“Novas ações foram protocoladas. Existem 142 cláusulas trabalhistas acumuladas ao longo de dois anos. Na época, o gestor anterior orientou todos os jogadores e membros da comissão técnica a entrarem com ações judiciais, muitas das quais ocorreram à revelia. O Icasa recebeu uma quantia significativa, mas só saberemos quanto sobrará após o pagamento de todas as causas pela Justiça”, explicou.
“Prefiro não comentar sobre o valor que restará para o Icasa neste momento, pois não é um dado definitivo. Teremos clareza somente quando a Justiça transferir os recursos para nossa conta. Neste instante, temos uma noção, mas falar sobre isso pode gerar cobranças futuras”, acrescentou.
“Em primeiro lugar, precisamos investir em melhorias no nosso centro de treinamento. O Praxedão, nosso CT, exige reestruturação. Há uma pressão considerável para que o Icasa retorne à elite do futebol cearense. Como presidente, é minha responsabilidade focar na infraestrutura e no desempenho dentro de campo”, ressaltou.
“Não se trata apenas de subir para a Série A. Minha intenção é deixar o Icasa em uma posição vantajosa. O que sobrar para o clube será aplicado dessa forma. Diante do que o Icasa enfrentou nos últimos 10 ou 11 anos, isso representará uma significativa melhoria na estrutura e possibilitará o retorno à primeira divisão do Cearense”, concluiu.
“Já tenho um plano emergencial em andamento. Precisamos aprimorar o gramado e a infraestrutura. Atualmente, não dispomos de alojamento adequado, e as condições dos vestiários precisam ser aprimoradas rapidamente para a competição cearense. Iniciamos os contatos necessários para essas melhorias”, encerrou.