O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), revelou que a discussão sobre o término da escala de trabalho 6×1 será incluída na agenda da Casa no começo de 2026. De acordo com Motta, o assunto ganhou destaque nas conversas ao longo do ano e será abordado pelos deputados quando as atividades forem retomadas.
“Essa temática tem recebido cada vez mais atenção. Com certeza, no início do ano, os partidos irão discuti-la, e nós iremos seguir os trâmites regimentais. Acredito que será um dos temas que iremos tratar no início de 2026”, declarou Motta em uma entrevista a jornalistas na última sexta-feira (19).
O assunto ganhou relevância ao longo do ano devido a uma proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), embora não tenha avançado para votação na Câmara. Em uma coletiva de imprensa no início de dezembro, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que coordena as articulações no Congresso, afirmou que essa questão será uma prioridade para o governo.
A ministra destacou que a alteração na Constituição vai além de apenas uma diminuição da carga horária. “Não basta só reduzir as horas de trabalho. É fundamental que os trabalhadores tenham tempo e condições para resolver suas questões pessoais, desfrutar de momentos de lazer e cuidar de suas famílias”, afirmou.
Recentemente, no dia 10, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta que visa reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 36 horas semanais, através de uma PEC do senador Paulo Paim (PT-RS). Essa medida, na prática, elimina a escala 6×1 e institui uma nova escala 5×2. A proposta agora aguarda análise do Plenário do Senado em dois turnos, sem uma data definida para votação.