Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi identificada pela Polícia Federal como a responsável pela gestão das planilhas do Orçamento Secreto. Após ser alvo de uma operação de busca e apreensão em seu local de trabalho e em sua residência, Tuca recebeu o respaldo de líderes partidários da Câmara. Ex-assessora do antigo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ela está atualmente vinculada à liderança do PP, porém foi afastada temporariamente de sua função.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou a jornalistas que a defesa da servidora se baseia na compreensão de que ela realizava um “trabalho técnico” de organização de dados. Motta afirmou: “O reconhecimento ao trabalho dela se dá porque todos os líderes têm ciência de que sua função era a de compilar informações, gerenciar as indicações e monitorar, junto às comissões, a aplicação dessa legislação.”
Os líderes partidários chegaram a emitir uma nota conjunta com a Presidência da Câmara em apoio a Tuca. De acordo com a Polícia Federal, sua atuação envolvia a liberação de emendas em um esquema que permitia a alocação de recursos sem a identificação do parlamentar responsável, uma prática que o STF declarou ilegal desde 2022. Motta também ressaltou que a Câmara está cumprindo o acordo estabelecido com o Supremo em relação à execução das emendas, que exige transparência e rastreabilidade.
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