O erro de Gabigol na semifinal da Copa do Brasil entre Corinthians e Cruzeiro voltou a ser tema de discussão. Nesta sexta-feira (19), o atacante do Cruzeiro compartilhou suas reflexões sobre o incidente em uma entrevista ao podcast Podpah.
Ao rememorar o momento, Gabriel Barbosa fez um desabafo sincero. Ele negou que tenha falhado na cobrança de pênalti intencionalmente, comentou sobre um “choque de narrativas” e admitiu sua parte na responsabilidade pela falha. Além disso, o jogador, conhecido como camisa 9, expressou sua determinação, afirmando que, se for chamado a arremessar em outra situação decisiva, não hesitará em assumir a responsabilidade. Confira o que Gabigol disse:
“É insano pensar que alguém pode acreditar que eu errei o pênalti de propósito. Isso é uma loucura. Dizer isso é um absurdo, mas acreditar é ainda pior… Fico extremamente irritado com esse tipo de afirmação e também com as mentiras que surgiram. Disseram que eu estava vendido antes do jogo. Agora, essa história do pênalti. É tudo parte de uma narrativa criada… Como alguém poderia querer errar numa cobrança de pênalti? Era uma oportunidade única. O mundo é realmente confuso. Se eu tivesse feito o gol, seria o predestinado, o maior ídolo da história, e todos diriam que eu estava ali para isso… Passei o ano inteiro me dedicando, fiquei no banco tranquilo… por isso, a torcida me ama. Mas quando erro, sou tratado como um vagabundo.”
“Eu cometi um erro. Tenho que reconhecer isso. Nunca havia perdido um pênalti tão decisivo na minha carreira. Era uma situação complicada para ambos, para mim e para o Hugo. Treinamos juntos por cinco, seis anos. Não há desculpas. Eu errei.”
“Ele conhece meu jeito de bater, e eu sei o que ele poderia fazer. De algum modo, a cobrança saiu mal. Não tem justificativa. Eu errei. Se houver outro pênalti amanhã, estarei lá novamente, sem problemas. Minha carreira é feita de assumir responsabilidades, e isso não vai mudar agora. Se houver outra chance, estarei presente.”
“Claro que passei três dias sem dormir. Comecei a pensar nas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui. Sei do esforço do Pedrinho, sei do esforço do Cruzeiro. A torcida do Cruzeiro esteve ao meu lado, me proporcionando paz durante todo o ano. Quando joguei contra o CRB, a vontade de mandar todos para longe foi forte. A torcida do Cruzeiro me acolheu. Eles cantaram parabéns para mim no meu aniversário, uma experiência inédita para mim. Quando erro e decepciono aqueles que me apoiaram e desejam meu bem, isso é horrível.”
“Entretanto, não esperem que eu me desespere, chore ou me ajoelhe. Essa não é a minha natureza. O que eu preciso fazer é trabalhar duro e dar a resposta no próximo ano. Não há outra opção.”
Gabigol, que foi contratado no início da temporada como uma das principais contratações da janela de transferências, enfrentou uma mudança de expectativas no Cruzeiro. O atacante passou de estrela e titular absoluto a um reserva de luxo ao longo do ano, especialmente após a chegada do técnico Leonardo Jardim.
Neste ano, ele participou de um total de 49 jogos, marcando 13 gols: dois na Copa Sul-Americana, cinco no Campeonato Mineiro e seis no Campeonato Brasileiro. No entanto, não conseguiu balançar as redes em nenhuma partida da Copa do Brasil. Desses 49 confrontos, começou 23 como titular e entrou em campo em 26 outras ocasiões, vindo do banco de reservas.