Amanhã, às 18h, o Maracanã será o palco do encerramento do calendário do futebol brasileiro. Vasco da Gama e Corinthians se enfrentarão neste que promete ser um espetáculo inesquecível. A disputa não tem favoritos, e ambos os times precisam vencer, pois um empate não os levará ao título.
No primeiro confronto, realizado no Itaquerão, em São Paulo, o Vasco apresentou um desempenho superior, dominando a posse de bola, mas não conseguiu converter essa superioridade em gols. Amanhã, o apoio de 65 mil torcedores em casa pode ser um diferencial significativo. No entanto, em partidas decisivas como essa, as equipes costumam apresentar um equilíbrio notável.
Após 14 anos, o Vasco da Gama retorna a uma final importante. Sob a liderança de Fernando Diniz, a equipe tem mostrado uma trajetória irregular: momentos de grande desempenho contrastam com resultados decepcionantes. O Corinthians, sob o comando de Dorival Júnior, também tem enfrentado oscilações em seu rendimento.
Para alcançar a final, o Vasco superou o União Rondonópolis, Nova Iguaçu-RJ, Operário-PR, CSA, Botafogo e Fluminense. O Corinthians, que entrou na competição apenas na terceira fase, eliminou o Novorizontino, Palmeiras, Athletico-PR e Cruzeiro.
O Vasco começou sua jornada desde a primeira rodada e teve que eliminar seis oponentes para chegar até aqui. Em contraste, o Corinthians participou de apenas quatro jogos. Esses aspectos me fazem questionar certas preferências da CBF.
Rayan Vitor Simplício Jorge, um jovem talento de apenas 19 anos, tem se destacado na Copa do Brasil, compartilhando a artilharia com Kaio Jorge, do Cruzeiro, ambos com cinco gols. Com a eliminação do Cruzeiro, Rayan terá a oportunidade de se isolar como artilheiro se marcar um gol amanhã.
O Cruzeiro é o clube que mais conquistou a Copa do Brasil, com seis títulos. Grêmio e Flamengo vêm logo atrás, com cinco cada, seguidos pelo Palmeiras, que possui quatro. O Corinthians é o quarto colocado, com três troféus, enquanto o Vasco da Gama conta apenas com um título na competição.
O Ceará é o único representante do estado que chegou a uma final da Copa do Brasil, em 1994. Naquela partida, o jogo terminou empatado em 0 a 0 no Castelão, mas o Ceará tinha a vantagem de poder ser campeão em caso de empate com gols. Infelizmente, perdeu para o Grêmio por 1 a 0, e a arbitragem prejudicou claramente o time.
Prefiro não mencionar o nome do árbitro, mas ele deixou de marcar um pênalti claro a favor de Sérgio Alves, que, ao protestar, foi expulso. O Ceará foi duplamente afetado, já que minutos depois, o zagueiro Victor Hugo também recebeu cartão vermelho. Lembro-me de estar em Porto Alegre, narrando essa partida pela Verdinha.