Gabriel de Faria Oliveira Carvalho, um estudante de 26 anos, enfrenta um novo desafio após perder suas pernas em um trágico acidente ocorrido na noite de 7 de setembro, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Carmo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Para ajudar a cobrir os custos das próteses, adaptações em sua residência, um veículo adaptado, a finalização de sua graduação e outras necessidades essenciais, ele lançou uma campanha de arrecadação.
Infelizmente, sua namorada, Brunna Ribeiro de Castro Rosas, de 22 anos e estudante de Jornalismo, estava com ele no veículo e não sobreviveu aos ferimentos. Um amigo do casal, Gustavo de Assis, de 36 anos, também estava presente e sofreu ferimentos, mas sem gravidade.
Aqueles que desejam colaborar podem acessar o site www.juntospelogabriel.com.br, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre a quantia arrecadada e como os fundos serão utilizados. O site também apresenta uma linha do tempo, com textos e fotos, documentando a recuperação de Gabriel desde o dia do acidente.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), Gabriel perdeu o controle do carro e colidiu brutalmente contra um poste de sinalização. O impacto gerou uma explosão e um incêndio inicial no veículo. Testemunhas relataram que Brunna, ao sair do carro, foi atingida por uma descarga elétrica provocada por fios expostos do poste. O motorista foi retirado das ferragens por um homem que estava em situação de rua.
Nas redes sociais, o trio havia compartilhado momentos de uma festa em um mirante no bairro Buritis, na Região Oeste da cidade. Brunna estava no 8º período de Jornalismo na PUC Minas e estagiava na TV Record Minas. Moradores da área relataram o som da explosão e viram as chamas logo após a colisão.
Um vídeo de uma câmera de segurança capturou o momento do acidente, mostrando o veículo descendo a Avenida Nossa Senhora do Carmo, em direção ao Centro. Na faixa de ônibus, o carro subiu o canteiro central e colidiu com o poste, resultando na explosão. Uma fonte da segurança pública informou que as imagens sugerem que o Onix estava em uma velocidade similar à dos outros veículos que passavam pelo local no instante da tragédia.