Em uma sessão extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira (19), vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte não chegaram a um consenso, resultando no adiamento da votação sobre a adesão da cidade ao Consórcio Intermunicipal (Comgranbel) para a próxima semana.
Durante a abertura da reunião, o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) solicitou que a pauta fosse invertida, priorizando a votação de outro projeto que visava corrigir o plano de carreira dos agentes de saúde, com um aumento salarial. Este reajuste foi aprovado com um placar unânime de 39 votos a zero.
Por outro lado, o vereador Bruno Miranda (PDT), que é o líder do governo, defendeu a manutenção da ordem do dia. Seu pedido foi aceito pelos demais vereadores presentes. Nesse contexto, os parlamentares que haviam trabalhado na aprovação do aumento salarial expressaram preocupação de que a discussão sobre o consórcio pudesse atrasar a votação do reajuste. Assim, fizeram um apelo para que a ordem da pauta fosse alterada.
A tensão aumentou quando Pedralva se manifestou de forma exaltada, levando Miranda a sugerir uma pausa na reunião para que pudessem discutir a organização da pauta do dia. Após uma breve discussão, Miranda anunciou que houve um entendimento para adiar a votação e incluir a decisão sobre o Comgranbel em uma próxima reunião extraordinária, agendada para segunda-feira (22).
Além disso, está prevista uma reunião entre vereadores e a prefeitura ainda hoje, com o objetivo de discutir detalhes do projeto de lei. A proposta do consórcio foi enviada pela Prefeitura de Belo Horizonte à Câmara e visa integrar a cidade ao grupo. O Comgranbel inclui municípios da Região Metropolitana, tais como Capim Branco, Felixlândia, Vespasiano, Florestal, Itaguara, Raposos e São José da Lapa, e propõe a gestão conjunta de serviços públicos regionais, bem como o compartilhamento de equipamentos e pessoal técnico, além de procedimentos de licitação e concursos para contratação de funcionários.
A bancada do PT e do PSOL tem levantado questões sobre a adesão de Belo Horizonte ao consórcio. O líder da bancada, Pedro Patrus (PT), tem criticado a proposta desde o início de sua tramitação, apontando que o Comgranbel enfrenta várias controvérsias e denúncias em outras cidades, e expressa a crença de que a capital não obteria benefícios significativos ao se associar ao consórcio. Outros parlamentares também levantam dúvidas sobre os impactos financeiros da adesão.