Reconhecido como um dos grandes nomes do futebol brasileiro no que diz respeito a acessos, o técnico Guto Ferreira compartilhou os motivos que o levaram a deixar o Remo, mesmo após ter alcançado a meta de levar o clube para a Série A após 32 anos. Com uma vasta experiência e uma reputação sólida como solucionador de problemas, Guto revelou que neste estágio de sua carreira, ele está em busca de um projeto mais ambicioso. Em entrevista ao ge.globo, ele destacou que seu foco atual é retornar a um clube da elite do futebol nacional.
A palavra que mais ressoou em sua fala sobre essa nova fase foi “respaldo”. Guto expressou confiança em sua capacidade de liderar equipes de alto nível. Sua passagem pelo Remo foi breve, com apenas 10 partidas à frente do Leão na Série B.
“Não estou buscando um trabalho que me limite. Quero evitar que me rotulem como ‘rei dos acessos’ ou ‘treinador de Série B’. Meu histórico com clubes da Série A comprova meus resultados, muitos deles obtidos com elencos que tinham investimentos muito abaixo da média dos clubes de meio de tabela”, afirmou Guto Ferreira.
Ele também comentou sobre as mudanças que ocorrem ao iniciar um novo projeto na Série A. Guto ressaltou que, no começo de um ano, é normal passar por transformações significativas, e que esse processo exige tempo. Embora algumas iniciativas possam ter sucesso imediato, isso não é uma regra geral.
Com 60 anos, Guto Ferreira já dirigiu 20 equipes ao longo de sua trajetória, incluindo tanto clubes menores quanto grandes instituições do futebol brasileiro, como o Internacional. Apesar de não se identificar com o rótulo de “rei dos acessos”, seu currículo é marcado por cinco acessos à Série A com diferentes clubes, além de quatro títulos estaduais e dois regionais. O tempo mais longo que ele permaneceu em uma única equipe foi de 17 meses.
Desde o início de sua carreira como treinador, Guto Ferreira passou por diversas equipes, incluindo Noroeste, Penafiel-POR, Naval-POR, Corinthians-AL, 15 de Campo Bom, Criciúma, ABC, Mogi Mirim, Figueirense, Portuguesa, Ponte Preta, Internacional, Chapecoense, Bahia, Goiás, Ceará, Coritiba, Sport, Cuiabá e Remo.