Com as eleições de 2026 se aproximando, a incerteza sobre quem serão os candidatos ao Governo de Minas gera muita discussão. Sem um candidato definido em um estado crucial para a corrida presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está considerando opções, especialmente em relação à falta de resposta do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu favorito. Recentemente, Lula mencionou o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Martins Leite (MDB), como um potencial apoiado pelos petistas. Em entrevista à Itatiaia, Tadeuzinho comentou sobre essa citação.
Com sua atuação destacada nas negociações da dívida mineira durante o segundo semestre na Assembleia, Tadeuzinho se tornou um nome notável entre os partidos que buscam candidatos para 2026. Na última semana, durante visitas a Belo Horizonte e Itabira, Lula mencionou o presidente da Assembleia como uma possível figura apoiada pelo PT na corrida pelo governo mineiro. Tadeuzinho refletiu sobre essa lembrança do presidente.
“Não sou candidato ao governo neste momento. Mas, se em algum momento eu decidisse ser, gostaria de contar com o apoio das pessoas, prefeitos, vereadores e as alianças necessárias para uma candidatura. Reitero que isso não está nos meus planos atuais, mas é gratificante ser lembrado pelo presidente da República como uma possível opção. Isso mostra que o trabalho que realizamos na Assembleia de Minas como presidente e deputado estadual está sendo reconhecido”, declarou.
Ele também ressaltou que vê de forma natural a busca do PT por candidatos ao Governo de Minas. Embora tenha se mostrado cauteloso sobre suas ambições futuras, não descartou a possibilidade de se candidatar conforme a eleição de 2026 se aproxima.
Tadeuzinho ainda mencionou que considera normal o PT procurar candidatos para o governo, mas preferiu não discutir suas intenções eleitorais antes do ano novo. As atividades da Assembleia recomeçarão em fevereiro de 2026.
“Acho natural que o PT tenha um candidato, já que o partido conta com diversas lideranças competentes no estado. Um exemplo é a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, que já foi minha colega na Assembleia. É compreensível que o PT busque construir uma lista de pré-candidatos, assim como outros partidos têm a liberdade de fazer o mesmo. Essa é uma questão que certamente será abordada, e espero que aconteça mais perto das convenções partidárias”, finalizou.
Confira a entrevista completa: