O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta quinta-feira (18) a favor de uma investigação rigorosa sobre os responsáveis por um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em resposta a perguntas de jornalistas sobre as alegações envolvendo seu filho Lulinha, Lula declarou que, se algum de seus filhos estiver implicado nos desvios, será alvo de investigação. “Tenho dito a meus ministros e aos envolvidos na CPI que é crucial manter a seriedade ao investigar todos os envolvidos. Se um filho meu estiver nisso, ele será investigado, assim como o Haddad e o Rui Costa”, afirmou.
Nesta mesma data, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deram início a uma nova etapa da operação, que inclui o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, cuja prisão domiciliar foi decretada, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Outro foco da operação é Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está detido desde setembro em conexão com a investigação.
Os membros da CPMI do INSS afirmam ter evidências de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pode ter mantido relações com Antônio Carlos Camilo Antunes. Há suspeitas de que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil, supostamente paga pelo lobista. A CPMI teve acesso a uma declaração de Edson Claro, ex-colaborador de Careca do INSS, que foi apresentada à Polícia Federal. Embora a totalidade dessa declaração não tenha sido formalmente enviada à CPMI, partes do conteúdo foram compartilhadas com os parlamentares, que agora buscam investigar a possível participação do filho do presidente.
Diante da situação, o senador Flávio Bolsonaro acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) para que o órgão investigue possíveis favorecimentos indevidos, conflitos de interesse e o uso irregular da estrutura do INSS.
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