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Foguetes e drones letais: a dinâmica do monumental acordo de armamentos entre EUA e Taiwan

Daniel Ceng/Anadolu/Getty Images via CNN Newsource

Os Estados Unidos e Taiwan revelaram um ambicioso pacote de armamentos avaliado em US$ 11,1 bilhões (aproximadamente R$ 61,3 bilhões na cotação atual), que, se concretizado, será uma das maiores transações militares de Washington com a ilha. O acordo compreende oito transações distintas, incluindo sistemas de foguetes HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System – Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade), mísseis antitanque, mísseis para combate a blindagens, drones letais, obuses, software militar e componentes para outros equipamentos, conforme detalhado pelos governos envolvidos.

A China, sob a liderança do Partido Comunista, reivindica Taiwan como parte de seu território, apesar de nunca ter exercido controle sobre a ilha, que é democrática e autônoma. Após o anúncio do acordo, Pequim expressou uma forte oposição, condenando a iniciativa. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou durante uma coletiva que “a tentativa dos EUA de empregar a força para apoiar a independência de Taiwan resultará em um efeito contrário, e a tentativa de conter a China através de Taiwan não terá sucesso.”

Nos últimos anos, Taiwan tem intensificado suas aquisições militares em resposta ao crescente pressionamento por parte da China, que realiza incursões quase diárias com aeronaves e navios em torno da ilha, além de realizar exercícios de grande escala nas águas adjacentes. Em um comunicado, o Ministério da Defesa de Taiwan enfatizou que “os Estados Unidos continuam a apoiar Taiwan na manutenção de capacidades de autodefesa adequadas, além de acelerar a construção de uma dissuasão robusta e explorar vantagens em guerra assimétrica, fundamentos essenciais para garantir a paz e a estabilidade na região.”

Os EUA mantêm relações informais estreitas com Taiwan e, por lei, são obrigados a fornecer armamentos para a autodefesa da ilha. Este novo pacote de armas é considerado o maior em anos. Desde 2010, o governo dos EUA notificou o Congresso sobre cerca de US$ 49 bilhões (em torno de R$ 270 bilhões) em Vendas Militares Estrangeiras (FMS) destinadas a Taiwan, conforme informado por uma autoridade americana.

O anúncio das vendas foi feito pela Agência de Cooperação de Segurança de Defesa (DSCA), que supervisiona as transações militares internacionais. Embora os acordos ainda precisem do aval do Congresso, Taiwan conta com um apoio bipartidário significativo na câmara legislativa dos EUA.

O Ministério da Defesa de Taiwan indicou que os sistemas HIMARS, mísseis e drones serão financiados por meio de um histórico orçamento de defesa especial de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 221 bilhões) proposto pelo presidente Lai Ching-te no final de novembro, o qual ainda aguarda aprovação legislativa. Esse orçamento foca na aquisição de artilharia de precisão, mísseis de longo alcance, defesa aérea, mísseis antibalísticos e antiblindagem, drones e sistemas de combate a drones, além de tecnologia alimentada por inteligência artificial e armamentos desenvolvidos em conjunto com os EUA.

A proposta também visa fortalecer as capacidades defensivas de Taiwan, especialmente com relação ao sistema de defesa aérea “T-Dome”, cuja introdução foi anunciada por Lai em outubro, embora sem muitos detalhes. Raymond Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan (AIT), a representação de fato dos EUA na ilha, expressou otimismo de que o Legislativo taiwanês aprovará o aumento do orçamento militar.

“Todo projeto orçamentário passa pelo processo legislativo, mas estou confiante de que, no final, todos os partidos em Taiwan se unirão em torno da necessidade de aumentar os investimentos em defesa, dada a percepção comum sobre as necessidades, considerando o ambiente de segurança regional e as ameaças enfrentadas por Taiwan”, afirmou Greene.

Esse pacote de US$ 11,1 bilhões representa o segundo acordo de armamentos firmado com Taiwan durante o governo Trump, seguindo um contrato anterior de US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) em novembro, destinado a peças de reposição e reparo de aeronaves. Ao anunciar o acordo, a porta-voz presidencial de Taiwan, Karen Kuo, informou que a ilha planeja aumentar os gastos com defesa para mais de 3% do PIB no próximo ano, com a meta de atingir 5% até 2030.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade