A Eve, que faz parte do grupo Embraer, alcançou um importante marco ao realizar o primeiro voo do seu protótipo não tripulado em escala real da aeronave elétrica com decolagem e pouso vertical (eVTOL). Os testes, que são fundamentais para a certificação do “carro voador”, ocorreram na instalação da Embraer localizada em Gavião Peixoto, São Paulo.
“Este é um momento histórico para nossos colaboradores, clientes, investidores e todo o setor de Mobilidade Aérea Urbana”, declarou Johann Bordais, CEO da Eve. “Este voo confirma a eficácia do nosso plano, implementado com precisão para fornecer a melhor solução ao mercado. Capturamos dados essenciais que nos ajudarão a avançar com segurança e confiança rumo à certificação”, acrescentou.
Os próximos passos do projeto envolvem a ampliação gradual das capacidades da aeronave, a transição para o voo de cruzeiro sustentado pelas asas fixas e a continuidade da colaboração com a Anac e outras entidades de certificação, como a FAA dos Estados Unidos e a Easa da Europa.
O primeiro voo do protótipo estava inicialmente agendado para agosto, mas alterações nos motores da aeronave de teste provocaram ajustes no cronograma. A empresa utilizava motores de diferentes fabricantes, e um deles, fabricado pela japonesa Nidec, ainda não está totalmente finalizado. Por enquanto, ele foi substituído por um motor da americana BETA Technologies.
Até o terceiro trimestre de 2025, a Eve já havia acumulado aproximadamente 2,8 mil pedidos de eVTOLs, entre pedidos firmes e cartas de intenção, totalizando uma carteira estimada em cerca de US$ 14 bilhões.
Recentemente, a Eve obteve a aprovação de um financiamento de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com esse aporte, a empresa assegura recursos suficientes para suas operações até o final de 2027. Desde 2022, o BNDES já liberou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para a Eve, que agora conta com o banco como seu segundo maior acionista, detendo 4,4% das ações, enquanto a Embraer possui 72%.