Nesta quinta-feira (18), o bitcoin apresentou uma queda significativa após a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que não alteraram as previsões do mercado quanto à manutenção das taxas de juros na próxima reunião do Federal Reserve (Fed). Por volta das 17h (horário de Brasília), o bitcoin registrava uma desvalorização de 1,70%, cotado a US$ 84.546, enquanto o ethereum apresentava uma queda de 1,16%, a US$ 2.788,58, segundo informações da plataforma Coinbase.
Durante a manhã, a criptomoeda havia se valorizado, chegando a flertar com a marca de US$ 90 mil, mas à tarde sofreu uma reversão, voltando a operar na faixa em torno de US$ 85 mil. A FxPro mencionou que é “desafiador para o mercado encontrar razões para um declínio” abaixo desse patamar, ressaltando que a moeda ainda está sendo negociada “consideravelmente” acima dos níveis mínimos de US$ 80 mil vistos no final de novembro.
Por outro lado, a Glassnode apontou que a oscilação entre esses dois intervalos de preço evidencia um “excesso de oferta persistente”, o que dificulta uma recuperação, somado à diminuição da demanda. Em termos macroeconômicos, o índice de preços ao consumidor (CPI) americano, que ficou abaixo do esperado, não modificou as expectativas para as taxas do Fed. Segundo o banco ING, esse dado ainda pode abrir “espaço” para futuras reduções nas taxas, embora exista um certo “ceticismo” quanto aos efeitos da paralisação do governo dos EUA.
Adicionalmente, a Coinbase anunciou sua entrada no mercado de previsões em parceria com a Kalshi e começará a oferecer a negociação de ações em sua plataforma, utilizando a stablecoin USDC. Em um relatório, a Chainalysis revelou que hackers da Coreia do Norte roubaram aproximadamente US$ 2 bilhões em criptomoedas em 2025, um recorde que eleva o total para US$ 6,75 bilhões.
*Com informações de Dow Jones Newswires