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Banco Central ajusta previsão de crescimento do PIB brasileiro para 2025, passando de 2% para 2,3%

O Banco Central (BC) revisou para cima sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025, aumentando de 2% para 2,3%, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária na última quinta-feira (18). O órgão também atualizou a projeção para 2026, passando de 1,5% para 1,6%.

No mesmo relatório, o BC indicou que a inflação deve atingir a meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, uma leve redução em relação à previsão anterior de 3,1% divulgada em setembro. Essa previsão é crucial para orientar as futuras diretrizes da política monetária. Analistas estão divididos entre a expectativa de um corte na taxa de juros na reunião de janeiro de 2026 ou apenas em março. Atualmente, a Selic se encontra em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.

A revisão das projeções do PIB segue a divulgação dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram um crescimento de 0,1% na atividade econômica no terceiro trimestre. O BC atribui o aumento da estimativa para 2025 a um desempenho levemente superior ao esperado entre julho e setembro, além de revisões nos resultados anteriores, especialmente no setor agropecuário no primeiro semestre.

“A mudança na projeção de crescimento do PIB para 2025 reflete uma surpresa positiva no terceiro trimestre, a reavaliação das expectativas para o quarto trimestre — com base nos indicadores disponíveis na data de corte deste Relatório — e a revisão das séries históricas”, afirmou o BC.

Analisando a demanda, o BC destacou que a revisão impactou principalmente a previsão para o consumo governamental. Na análise da oferta, houve um aumento nas estimativas para os setores agropecuário e industrial, embora tenha ocorrido uma leve redução na previsão para os serviços.

“A projeção para setores menos cíclicos foi elevada, especialmente nas áreas de agropecuária e indústria extrativa, compensadas em parte pela diminuição na previsão dos serviços financeiros. Os setores mais cíclicos também apresentaram avanços nas estimativas, com crescimento nas áreas de construção, indústria de transformação e algumas atividades de serviços mais cíclicas.”

Para 2026, a elevação da previsão é atribuída a uma “herança” mais positiva deste ano e à inclusão de estimativas preliminares dos impactos da isenção ou desconto no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para as faixas de renda mais baixas, o que deve estimular o consumo familiar.

Entretanto, esse impulso foi parcialmente contrabalançado por revisões negativas nas previsões para agropecuária e indústria extrativa, baseadas nas primeiras estimativas de safra e nas expectativas menos otimistas para o minério de ferro.

“Para 2026, a projeção de crescimento se mantém moderada ao longo do ano. Entre os fatores que influenciam esse cenário estão a expectativa de continuidade de uma política monetária restritiva, o baixo nível de ociosidade dos recursos produtivos, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025.”

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na última terça-feira, o BC observou que a atividade econômica interna continuou a apresentar um crescimento moderado, conforme esperado.

“A recente divulgação do PIB revelou uma desaceleração no crescimento e uma diminuição no consumo das famílias, que vinha se expandindo devido aos aumentos reais de renda. À luz desses dados, o Comitê enfatiza que a desaceleração da demanda agregada é um elemento crucial para reequilibrar oferta e demanda na economia e alcançar a meta de inflação”, destacou a ata.

Para a autoridade monetária, a desaceleração econômica é fundamental para que a inflação se alinhe com a meta de 3,0%. Atualmente, o governo projeta um crescimento do PIB de 2,2% para este ano e de 2,4% em 2026. No Boletim Focus, as previsões são de 2,25% e 1,80%, respectivamente.

No relatório, o BC também atualizou sua análise sobre o grau de aquecimento da economia. Nos últimos doze meses, a autoridade monetária revisou continuamente suas estimativas sobre o hiato do produto, que mede a ociosidade econômica, devido à percepção de um desempenho superior ao que a estrutura econômica permite, o que gera pressão inflacionária. Contudo, a estimativa do hiato do produto para o terceiro trimestre permaneceu em 0,5%, igual à projeção anterior. Para o quarto trimestre, a estimativa é de 0,2%.

“Valores positivos e decrescentes para o hiato estão alinhados com a pressão inflacionária observada recentemente. Entretanto, espera-se que o hiato se torne negativo nos próximos trimestres, atingindo -0,4% no segundo trimestre de 2027, ligeiramente acima da projeção anterior de -0,5% para o primeiro trimestre de 2027, destacando o impacto das condições monetárias restritivas”, afirmou o BC.

Além disso, o BC revisou sua previsão para o crescimento do mercado de crédito em 2025 e 2026. A expectativa é de um avanço de 9,4% este ano, em comparação com 8,8% em setembro, e para o próximo ano, a estimativa subiu de 8,0% para 8,6%. Essas projeções mais otimistas refletem expectativas mais positivas para o crédito direcionado.

Outra atualização diz respeito às contas externas. A previsão para o déficit em transações correntes (saldo das trocas do Brasil com o exterior) em 2025 agora é de um rombo de US$ 76 bilhões, contra US$ 70 bilhões anteriormente. Para o Investimento Direto no País (IDP), principal fonte de financiamento do déficit externo, a projeção foi elevada de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões.

Para 2026, a estimativa de déficit em conta corrente aumentou de US$ 58 bilhões para US$ 60 bilhões, enquanto a expectativa de entrada de IDP permaneceu em US$ 70 bilhões. As informações são do jornal O Globo.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade